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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Sophia - A Eterna Menina do Mar

06.11.19, Alice Alfazema
    Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta Continuará o jardim, o céu e o mar, E como hoje igualmente hão-de bailar As quatro estações à minha porta.     Outros em Abril passarão no pomar Em que eu tantas vezes passei, Haverá longos poentes sobre o mar, Outros amarão as coisas que eu amei.         Será o mesmo brilho, a mesma festa, Será o mesmo jardim à minha porta, E os cabelos doirados da floresta, Como se eu não estivesse morta.       Poema Sophia de (...)

O beijo da quilha

18.07.19, Alice Alfazema
      O beijo da quilha na boca da água me vai trocando entre o céu e mar, o azul de outro azul, enquanto na funda transparência  sinto a vertigem de minha própria origem e nem sequer já sei que olhos são os meus e em que água se naufraga minha alma Se chorasse, agora, o mar inteiro me entraria pelos olhos     Mia Couto

Alma líquida

06.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Aykut Aydoğdu     Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim. A tua beleza aumenta quando estamos sós E tão fundo intimamente a tua voz Segue o mais secreto bailar do meu sonho. Que momentos há em que eu suponho Seres um milagre criado só para mim.     Sophia de Mello Breyner Andresen          

#diariodagratidao 31-03-2019

31.03.19, Alice Alfazema
  As imagens não são de hoje, mas poderiam ser. Hoje estive aqui à beira-mar, ouvindo a voz da água e aproveitando o calor do sol, na praia algumas pessoas tomavam banho, outras estavam esticadas ao sol, um homem andava para cá e para lá na areia, no corpo a cor de já ter apanhado muitos pedaços de sol. Energia boa. À beira da água uma mulher já amadurecida pela vida passeava as suas tatuagens com a sua tanga branca que ondulava a cada passo, pra baixo, pra cima.      Esti (...)