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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O dia de hoje

14.04.21, Alice Alfazema
A chuva caiu, durante quase todo o dia, de mansinho, levando frescura ao verde novo das folhas das minhas árvores. Este ano estão cheias de folhas, onde os pássaros poisam para cantar logo de manhãzinha. Por cima delas as andorinhas ensaiam os seus voos rasantes, um melro dá a despertina sempre à mesma hora. A chuva trouxe  mais cor aos telhados, deixando a descoberto o vermelho barro. Hoje o sol tirou folga, e as nuvens cinzentas e gordas andaram numa fona trazendo a água do mar (...)

22

22.03.21, Alice Alfazema
  O que é que este poeta faz? Poemas, respondi eu. Para que servem? Para muitas coisas. Há poemas que servem para ver o mar.     Poema de Afonso Cruz

Mar da nossa Terra

Mar da Minha Terra - Almada Atlântida

30.01.21, Alice Alfazema
No outro dia falei aqui daquilo que está a acontecer no Rio Sado, entretanto, não me lembro de ver noticiado nos órgãos de comunicação social esse crime ambiental, pelo menos na forma como deveria ter sido divulgado. É bom que nos lembremos mais vezes que tudo isto tem um preço demasiado elevado para todos nós, e recordemos também que não vivemos num mundo virtual (...)

Em linha

10.01.21, Alice Alfazema
  Há dias em que penso que já nasci velha e que apenas a Natureza me conseguiu sempre surpreender, todas as outras situações societais são assim como que uma simples confirmação daquilo que conheço, umas vezes a uma escala mais pequena, outras numa maior. Como se fossem ciclos viciados no tempo, em analogias de diferentes cenários, assim como na matemática. Numa sequência interligada de factores e indicadores que juntos dão origem a conclusões que já foram validadas em (...)

Densidade

06.12.20, Alice Alfazema
Ilustração Lynn Bywaters     No alto da duna o Búzio estava com a tarde. O sol pousava nas suas mãos, o sol pousava na sua cara e nos seus ombros. Esteve algum tempo calado, depois devagar começou a falar. Eu entendi que ele falava com o mar, pois o olhava de frente e estendia para ele as suas mãos abertas, com as palmas em concha viradas para cima. Era um longo discurso claro, irracional e nebuloso que parecia, como a luz, recortar e desenhar todas as coisas. Não posso repetir (...)