Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O Amor

03.05.21, Alice Alfazema
    O meu amor tem lábios de silêncio e mãos de bailarina e voa como o vento e abraça-me onde a solidão termina   O meu amor tem trinta mil cavalos a galopar no peito e um sorriso só dela que nasce quando a seu lado eu me deito   O meu amor ensinou-me a chegar sedento de ternura sarou as minhas feridas e pôs-me a salvo para além da loucura   O meu amor ensinou-me a partir nalguma noite triste mas antes, ensinou-me a não esquecer que o meu amor existe       Poema de (...)

4

04.03.21, Alice Alfazema
Batidas na porta da frente é o tempo Eu bebo um pouquinho pra ter argumento Mas fico sem jeito, calado ele ri Ele zomba de quanto eu chorei porque sabe passar e eu não sei Num dia azul de verão sinto vento há folhas no meu coração é o tempo recordo um amor que eu perdi ele ri Diz que somos iguais se eu notei pois não sabe ficar e eu também não sei E gira em volta de mim sussurra que apaga os caminhos que amores terminam no escuro sozinhos Respondo que ele aprisiona, eu liberto Q (...)

10.12.20, Alice Alfazema
Ao longo deste ano aquilo que mais tenho sentido a falta é de ouvir música ao vivo, já o disse aqui e volto a repetir, é como uma fome que não consegue ser apaziguada, porque ainda não há alimento que a mate.  Viaja através dos sons Vem e vai Balançando  leve, leve,  Sente  Aonde vais De onde vens Sensações  que alguém escreveu numa pauta Como se os risos se prolongassem entre as notas musicais Como se as lágrimas corressem devagar num rosto angustiado Como se o som (...)

Será este o sítio eleito para o ano de 2020?

A casa

03.12.20, Alice Alfazema
Ilustração Adam Niklewicz   Era uma casa Muito engraçada Não tinha teto Não tinha nada Ninguém podia Entrar nela não Porque na casa Não tinha chão Ninguém podia Dormir na rede Porque a casa Não tinha parede Ninguém podia Fazer pipi Porque penico Não tinha ali Mas era feita Com muito esmero Na Rua dos Bobos Número Zero.   Poema de Vinicius de Moraes