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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Labirinto ao ouvido

03.02.20, Alice Alfazema
    Um pai antes de morrer disse ao seu filho: – Este é um relógio que o teu avô me deu. Tem mais de 200 anos. Mas antes de te o entregar,  peço-te que vás ao relojoeiro do centro e diz-lhe que queres vende-lo, para veres quanto ele vale. O filho foi. Depois voltou e disse ao pai: – O dono da relojoaria paga-me 5 euros porque diz que ele é velho.     O pai disse-lhe: – Vai ao café e pergunta ao dono quanto é que te dá por ele. O filho foi. Depois voltou, e disse: – (...)

Folhas amareladas

24.08.10, Alice Alfazema
Encontrei o velho livro, com as folhas amareladas, pelo tempo, um diário do tempo que já não volta. Abri na página que estava marcada com um velho cordão de algodão, as letras bonitas e cuidadas formavam linhas suaves e despreocupadas, como se quem ali escreveu não se regulasse pelo tempo e sim pelas memórias. Havia uma pergunta sublinhada, por uma cor desbotada, ali tão bem desenhada e que me leva a pensar também, «Serei um vencedor? Perguntei ao meu pai e ele me respondeu: - (...)