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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Manuais escolares 2019/2020

20.08.19, Alice Alfazema
Por estes dias na escola a pergunta que se faz é sobre quando se entregam os manuais escolares que vão ser reutilizados. A maioria quer saber isto para poder ver os livros que lhes vai calhar na rifa, muitos dizem que se os livros não estiverem em condições - lindos e maravilhosos - vão comprar uns novos. E eu fico a pensar: quando os manuais eram a pagar, queriam livros gratuitos, agora que são à borla, mas usados, querem comprar novos.    Queridos pais - principalmente mães (...)

Saborear

14.08.19, Alice Alfazema
    O velho dizia: Ler, é como comer uma maçã! Mas o jovem mergulhava os olhos no livro mergulhava a cabeça e todo o corpo.   Mergulhava e mergulhava tempos infinitos no mar de palavras. Bebia frases inteiras, páginas, capítulos... bebia sem respirar.   E bebia outros livros que se seguiam aos livros que lia. Bebia sem parar. E o velho dizia: - Não esqueças... ler é como comer uma maçã!     E a cada manhã, o jovem lia, lia e lia. E a cada manhã o velho repetia: Ler, é (...)

Regresso

30.07.19, Alice Alfazema
  Ilustração Dianimations     Regresso devagar ao teu sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que não é nada comigo. Distraído percorro o caminho familiar da saudade, pequeninas coisas me prendem, uma tarde num café, um livro. Devagar te amo e às vezes depressa, meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, regresso devagar a tua casa, compro um livro, entro no amor como em casa.       P (...)

A Rainha Descalça

26.07.19, Alice Alfazema
  Acabei de ler há dois dias A Rainha Descalça, de Ildefonso Falcones, já tinha lido outros dois livros deste autor, A Catedral do Mar e A Mão de Fátima, nos três senti a mesma escrita criativa e fascinante, com que o autor descreve a época e a história de Espanha e de vários personagens, não são histórias singulares, são sim de uma comunidade representadas por um ou vários actores, onde os sentimentos e os lugares nos ficam na imaginação, tal como fazemos com uma (...)

Leituras de Verão

14.07.19, Alice Alfazema
  Olá pessoal, deixo aqui a minha leitura deste Verão, Banda Desenhada, é a descontracção total, podemos fazer as paragens que quisermos, paramos para comer um gelado, para dar um mergulho, para ladrar... sem perder o fio à meada, podemos ler e reler que há sempre algo novo que não vimos na primeira leitura, uma cor, um ou outro pormenor caricato, um balão que nos esquecemos. A Banda Desenhada é mais que uma leitura: é pura diversão e dá liberdade ao olhar. É leitura (...)

#diariodagratidao 17-06-2019

17.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Quint Buchholz   Hoje o meu dia de trabalho foi de borracha na mão, a apagar escritos e sublinhados nos livros escolares. Quando cheguei a casa comi uma enorme bola de gelado para superar o trauma. Mas desconfio que sou capaz de vir a sonhar com isto, que a borracha me persegue e eu não sou capaz de fugir dela. Ó meu Deus, que mal fiz eu na outra encarnação? Ainda bem que existem gelados!  

#diariodagratidao 23-04-2019

23.04.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Mar Azabal   Se eu pudesse havia de transformar as palavras em clava. Havia de escrever rijamente. Cada palavra seca, irressonante, sem música. Como um gesto, uma pancada brusca e sóbria. Para quê todo este artifício da composição sintáctica e métrica? Para quê o arredondado linguístico? Gostava de atirar palavras. Rápidas, secas e bárbaras, pedradas! Sentidos próprios em tudo. Amo? Amo ou não amo. Vejo, admiro, desejo? Ou sim ou não. E como isto continuando.