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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Chega-te até mim

14.11.20, Alice Alfazema
Fotografia Tetty Bracard   Vem até mim, estou do outro lado do caminho parecem dizer as árvores umas às outras, posicionando-se lado a lado, como num baile antigo, e lá bem no alto quase que se tocam com uma delicadeza respeitosa, juntas e de porte altivo erguem-se para ver as estrelas, talvez orando ao universo, e deixando passar o sol até ao chão, todos somos um.   As árvores como os livros têm folhas e margens lisas ou recortadas, e capas (isto é copas) e capítulos de (...)

No rio que nadamos agora

24.10.20, Alice Alfazema
  Ilustração Brian Fitzgerald   Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio. Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas.   Heráclico, Fragmentos             

O ano do Rato com asas

15.10.20, Alice Alfazema
Ilustração  Agnès Boulloche   Se tivesses que escrever um livro para descreveres este ano de 2020 que titulo lhe darias? O meu seria: O ano do Rato com asas.  Outras sugestões:  Imsilva -  "Quando a normalidade passou a loucura" ou " Quando a loucura passou a normalidade" Miss X -  O ano em que a Terra parou. Cheia

Ultramar, Angola, refugiados, Portugal, racismo, educação, memórias, lembranças, infância...

Vamos aprender a ler nas entrelinhas

31.07.20, Alice Alfazema
  Tirei estas fotografias para vos mostrar como era estudar em Angola nos anos 70 do século passado, muitos de vocês partilharão destas memórias, que até nem são minhas, são do meu marido. Estas páginas são de um livro da 1º classe, onde lhes era ensinado a ler as frases básicas do seu quotidiano.     Nós que por estes dias temos falado tanto em existir racismo em Portugal, esquecemos as feridas que nos foram impostas. A mim calhou-me um pai vindo do Ultramar, obrigado a (...)

A última página

19.07.20, Alice Alfazema
Ilustração Irene Blasco   Sentei-me e quando me levantei era outra. Li e quando acabei de ler as minhas ideias ficaram mais fluidas. Sorri e aliviei a pressão do meu não sorriso. Naquele pedaço de tempo viajou por onde queria uma mulher sentada, parecia que não saía do lugar, enquanto folheava as páginas daquele livro que continha grãos de areia da sua praia favorita, nalgumas folhas haviam manchas de sal, daquele mar especial, podia ter posto um marcador de madre-pérola, mas (...)