Folhas amareladas
24.08.10, Alice Alfazema
Encontrei o velho livro, com as folhas amareladas, pelo tempo, um diário do tempo que já não volta. Abri na página que estava marcada com um velho cordão de algodão, as letras bonitas e cuidadas formavam linhas suaves e despreocupadas, como se quem ali escreveu não se regulasse pelo tempo e sim pelas memórias. Havia uma pergunta sublinhada, por uma cor desbotada, ali tão bem desenhada e que me leva a pensar também, «Serei um vencedor? Perguntei ao meu pai e ele me respondeu: - (...)
