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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Ser livre

25.11.12, Alice Alfazema
  Ser livre é querer ir e ter um rumo e ir sem medo, mesmo que sejam vãos os passos. É pensar e logo transformar o fumo do pensamento em braços. É não ter pão nem vinho, só ver portas fechadas e hostis e arrancar teimosamente do caminho sonhos de sol com fúrias de raiz. É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto e, mesmo assim, só de pensar gritar gritar e (...)

Da Arrábida

05.10.10, Alice Alfazema
  Da Arrábida   Alta Serra deserta, donde vejo As águas do Oceano duma banda, E doutra já salgadas as do Tejo: Aquela saudade que me manda Lágrimas derramar em toda a parte, Que fará nesta saudosa, e branda? Daqui mais saudoso o sol se parte; Daqui muito mais claro, mais dourado, Pelos montes, nascendo, se reparte. Aqui sob-lo mar dependurado Um penedo sobre outro me ameaça D (...)

Natureza das coisas

22.09.10, Alice Alfazema
Vazia e calma e livre de si É a natureza das coisas. Nenhum ser individual Na realidade existe.     Não há fim nem princípio, Nem  meio. Tudo é ilusão, Como numa visão ou num sonho.     Todos os seres do mundo Estão para além do mundo das palavras. A sua natureza última, pura e verdadeira, É como a infinidade do espaço.   Buda