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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Linguagem nenhuma

24.08.19, Alice Alfazema
    Se às vezes digo que as flores sorriem  E se eu disser que os rios cantam,  Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores  E cantos no correr dos rios...  É porque assim faço mais sentir aos homens falsos  A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.  Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes  À sua estupidez de sentidos...  Não concordo comigo mas absolvo-me,  Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,  Porque há (...)

Sem medo

22.07.18, Alice Alfazema
    sento-me no limite desta cidade a observar os quilómetros percorridos entre existências. em hora de ponta nenhum coração está vago. queria traduzir-te o sorriso e fumar os prédios, bebe-los com a agonia.     dizem que sem medo há sempre destino mas eu escrevi-te do fundo do tempo, já não existias. este é o império que se partiu ao meio nas nossas mãos.       Sara F. Costa , poema Império ao meio, in  A Transfiguração da Fome  

Vírgulas

04.01.14, Alice Alfazema
A cada dia que passa dou mais valor à simplicidade, dela nasce a criatividade mais pura.      A observação das coisas e dos sentimentos, num modo desprendido de interesses.    Quem Sabe um Dia Quem sabe um dia Quem sabe um seremos Quem sabe um viveremos Quem sabe um morreremos!   Quem é que Quem é macho Quem é fêmea Quem é humano, apenas!   Sabe amar Sabe de (...)

Linguagem

08.12.13, Alice Alfazema
Ilustração Laura Bifano Pensemos, por analogia, em sujeitos a viverem numa série de altas torres fechadas, erigidas sobre uma fundação comum. Sempre que pretendiam comunicar uns com os outros, gritam em todos os sentidos cada um a partir da sua própria torre...Mas quando qualquer um desce da sua torre, depara-se com uma grande cave, comum a todas as torres. Aqui ele entra num espaço de comunicação directa com os (...)

Ânsia

17.04.13, Alice Alfazema
Na semana passada um pardal entrou na minha cozinha, já era noite e o esquentador estava acesso, mesmo assim, o pássaro saiu de dentro dele ileso, não sei como, mas saiu. Escapou à panela que estava ao lume e voou pela casa. Apanhamo-lo. Fizemos, então, de uma caixa de papelão a sua casa de dormir, não mais se mexeu.  No outro dia, bem cedo, na hora em que os (...)