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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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27.03.21, Alice Alfazema
  ama os teus sonhoscomo o teu próximoou como os sonhosdo teu próximomas se o teu próximonão tiver sonhosconvém mandar o teu próximopara muito longedonde não te possacontaminar  Poema de Alice Vieira

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18.03.21, Alice Alfazema
   Livre não sou, que nem a própria vidaMo consente.Mas a minha aguerridaTeimosiaÉ quebrar dia a diaUm grilhão da corrente. Livre não sou, mas quero a liberdade.Trago-a dentro de mim como um destino.E vão lá desdizer o sonho do meninoQue se afogou e flutuaEntre nenúfares de serenidadeDepois de ter a lua!  Poema de Miguel Torga

Poiso

Dia Mundial da Liberdade

23.01.21, Alice Alfazema
   Os pássaros nascem na ponta das árvoresAs árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássarosOs pássaros são fruto mais vivo das árvoresOs pássaros começam onde as árvores acabamOs pássaros fazem cantar as árvoresAo chegar aos pássaros as árvores engrossam e movimentam-seDeixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animalComo pássaros poisam as folhas na terraQuando o Outono desce veladamente sobre os camposGostaria de dizer que os pássaros emanam das árvoresma (...)

Gaiolas

21.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Wouter Tulp   Como paredes através das quais o mundo vemos pelo ser dos outros quem vamos conhecendo nos rodeia multiplicando as faces da gaiola de que se tece em volta a nossa vida. No espaço dentro (mas que não depende do número de faces ou distância entre elas) nós somos quem somos: só distintos de cada um dos outros, para quem apenas somos a face em muitas, pelo que em nós se torna, além do espaço, uma visão de espelhos transparentes. Mas o que nos (...)