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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As pombas

16.07.19, Alice Alfazema
    As pombas rodeiam-te, são pensamentos esvoaçantes, que vão e vêm em diversas direcções, esvoaçam levemente ou poisam de rompante. Vão embora pela manhã e voltam à tarde. À noite poisam no poleiro dos teus sonhos e ficam à espera de comida. Do teu eu que paira num universo paralelo, numa almofada fofa e fresca com cheiro de maresia. De manhã as pombas refrescam-se na tua preguiça, na ponta dos teus dedos e debicam segredos que tu agarras com as mãos, elas fogem, só (...)

#diariodagratidao 16-02-2019

16.02.19, Alice Alfazema
  Ilustração Simon Prades       Aqui nesta praia onde Não há nenhum vestígio de impureza, Aqui onde há somente Ondas tombando ininterruptamente, Puro espaço e lúcida unidade, Aqui o tempo apaixonadamente Encontra a própria liberdade.     Sophia de Mello Breyner Andresen    

A liberdade e a segurança

23.12.18, Alice Alfazema
"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da segurança. Então, você (...)

Às vezes é preciso

22.09.18, Alice Alfazema
    Ilustração Wayne Anderson      Por vezes vivemos assim, crescemos, e habituamo-nos aos lugares, às coisas e às pessoas, temos medo de mudar, ou temos saudades daquilo que fomos. Chega então um tempo em que o espaço já não existe, há apenas um corpo moldado à rotina, apertado no espaço e na mente. Um corpo que anseia por novas experiências. Um corpo que sabe que o tempo se encurta a cada dia que passa.    Às vezes é preciso ficar muito mal e deixar de se importar (...)

Bom dia, 25 de Abril!

25.04.17, Alice Alfazema
 A todos os que tornaram possível o 25 de Abril de 1974 e ao povo anónimo que o consagrou nas ruas.   A esse "herói colectivo" que foi o M.F.A. (Movimento das Forças Armadas)   A Fernando Salgueiro Maia e Ernesto Melo Antunes - dois dos principais rostos desse "herói colectivo"   Aqueles que mais mereciam estar na festa: homens e mulheres que lutavam pela liberdade e por ela morreram.           Falo do instante, do momento feito de horas em que o tempo se suspendeu solene en (...)

A mesma moeda

21.08.16, Alice Alfazema
  Ilustração Andrea Kowch   E ao atribuir a outra pessoa a responsabilidade pela sua infelicidade, você não se apercebe de que, ao renunciar à responsabilidade, está também a renunciar à liberdade. A responsabilidade e a liberdade são duas faces da mesma moeda.     Osho       Alice Alfazema