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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Balada para os nossos filhos

19.11.19, Alice Alfazema
  Um filho é como um ramo despontado do tronco já maduro que sou eu um filho é como um pássaro deitado no ninho da mulher que me escolheu Um filho é ver-se um homem prolongado no mundo da verdade em que nasceu um filho é ver-se um homem atirado das raízes da terra para o céu Meu filho, minha vida, és meu sangue e meu caminho meu pássaro de carne meu amor meu filho que nasceste do ventre do carinho da minha companheira que deu flor João é um botão de cravo rubro Joana (...)

#diariodagratidao 06-02-2019

06.02.19, Alice Alfazema
  Ilustração Virginia García   A cumplicidade entre mãe e filha. Há uma linha invisível que nos une. Compreendemo-nos sem grandes palavras, temos gostos idênticos, gostamos de rir das situações do quotidiano, revoltamo-nos com as injustiças, acreditamos no futuro, somos tolerantes. Partilhamos cachecois. Não somos as melhores amigas, somos apenas mãe e filha.   

A minha filha

25.05.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Olesya Serzhantova   Olhei para a miúda gira em que se tinha tornado. Mantinha o mesmo sorriso de sempre, grande e aberto ao mundo. Aquele ser tinha saído de dentro de mim, serena e chorona ao mesmo tempo, molengona e simpática, organizada e persistente, com um sentido crítico muito apurado, uma visão do mundo muito humanista e ecologista. Moderna e vaidosa, cuidadosa, prática e amiga.   Olhei para ela ali naquele palco e encantei-me com aquele som que vinha de (...)