Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O fogo na minha rua

12.01.21, Alice Alfazema
Não gosto de lareiras, não é que não goste de me aquecer no fogo, ou de ver o fogo, não é isso, acho o fogo hipnotizante, reconfortante, meditativo, e até sinónimo de vida. O que não gosto nas lareiras é o cheiro a incêndio, a árvores queimadas, a sofrimento, a perda de habitat, não gosto, detesto. Por aqui, na minha rua, no meu bairro, o cheiro é tão intenso, que fica na roupa, no ar, é como se durante uns meses eu vivesse num permanente incêndio. Por qualquer berma de (...)

Em linha

10.01.21, Alice Alfazema
  Há dias em que penso que já nasci velha e que apenas a Natureza me conseguiu sempre surpreender, todas as outras situações societais são assim como que uma simples confirmação daquilo que conheço, umas vezes a uma escala mais pequena, outras numa maior. Como se fossem ciclos viciados no tempo, em analogias de diferentes cenários, assim como na matemática. Numa sequência interligada de factores e indicadores que juntos dão origem a conclusões que já foram validadas em (...)

Estreia

06.01.21, Alice Alfazema
Hoje o dia amanheceu branco gelo, as folhas congeladas limitavam-se a deixar passar o tempo. Algumas gralhas faziam barulho sem no entanto voarem. O som parecia abafado de todo o lado. Coloquei a máscara para poder caminhar mais confortável, não que houvesse alguém por perto, mas para me proteger do frio gélido que me entrava garganta abaixo, só conseguia caminhar depressa engolindo golfadas de ar que me faziam arrefecer o estômago. Queria tirar fotografias àquela paisagem (...)