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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 13-04-2019

13.04.19, Alice Alfazema
  Ilustração Lindy Longhurst     Sempre cara me foi esta erma altura Com esta sebe que por tanta parte Do último horizonte a visão exclui. Sentado aqui, e olhando, intermináveis Espaços para além, e sobre-humanos Silêncios, e profunda quietude, Eu no pensar evoco; onde por pouco O coração não treme. E como o vento Ouço gemer nas ervas, eu àquele Infinito silêncio esta voz Vou comparando: e sobrevem-me o eterno, E as idades já mortas, e a presente E viva, e seu ruído... (...)

Oculto

29.07.14, Alice Alfazema
  Pintura Harald Slott-Moller      Entre o luar e o arvoredo,  Entre o desejo e não pensar  Meu ser secreto vai a medo  Entre o arvoredo e o luar.  Tudo é longínquo, tudo é enredo.  Tudo é não ter nem encontrar.   Entre o que a brisa traz e a hora,  Entre o que foi e o que a alma faz,  Meu ser oculto já não chora  Entre a hora e o que a  brisa traz.  Tudo não foi, tudo se ignora.  Tudo em silêncio se desfaz.   Fernando Pessoa   Alice Alfazema

Formula mágica

23.02.11, Alice Alfazema
        De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto (...)