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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Meninas e meninos

31.05.13, Alice Alfazema
  Pintura de Alyona Krutogolova   Tenho um livro sobre águas e meninos. Gostei mais de um menino que carregava água na peneira. A mãe disse que carregar água na peneira Era o mesmo que roubar o vento e sair correndo com eles para mostrar aos irmãos. A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água O mesmo que criar peixes no bolso. O menino era ligado em despropósitos. Quis montar os alicerces de uma casa (...)

A ginjeira

17.01.13, Alice Alfazema
  A minha avó tinha uma ginjeira no quintal. A árvore dava fruto e segurava um estendal de roupa. A roupa baloiçava ao vento, elevada por um pau grande que se inclinava contra o vento, fazendo quase uma vela, como se fosse um veleiro que espera o vento para com ele navegar. E eu subia à árvore para avistar a cidade, o rio, as traineiras e o mar. O vento soprava-me na cara e elevava-me os cabelos. Se eu abrisse os braços poderia imaginar que voava. Se eu me levantasse com os braços (...)

Um dia destes...

06.03.12, Alice Alfazema
  Eu poderia, voltar a correr pela vereda e ao longe ver o rio e o mar. Ouvir as sirenes das fábricas de conserva de peixe e ver os barcos entrarem na barra. Sentir o calor do Verão na minha pele e  ter o cheiro do barro entranhado em mim. Não me preocupar se me sentei no chão, se sujei a minha roupa, se dei gargalhadas e se ri à toa. Observar as folhas dos (...)

Recordação

26.07.11, Alice Alfazema
  Diz à primavera: estende as nuvens do teu manto e abre os teus véus sobre o lugar onde brinquei na minha infância.   Ibn Darraj al-Qastalli     Alice Alfazema