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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Ucrânia

pela Liberdade

11
Abr22

IMG_20220407_190142.jpgTalvez a Liberdade seja mesmo vermelha, vermelha do sangue derramado, frágil como uma papoila, delicada como uma gota de orvalho. 

A Liberdade da Paz em vida, é sonegada pela quietude dos mortos que jazem no chão, dos corpos deixados sem cuidado ao relento gélido, onde a frieza vinda da carne se confunde com o ar que se respira. 

As cidades que foram arrasadas, são agora destroços das vidas que por ali ocupavam os seus dias, a Liberdade dos dias tornou-as disformes, predominantemente cinzento escuro, um cinzento feito de escombros, escaras urbanas erguem-se a céu aberto, a profundidade dos danos aumenta com o passar das horas, numa operação especial de destruição da Liberdade de um país.

O inferno é tido como vermelho, qual será a cor da Liberdade ?, alcançar a Liberdade presume, diz-nos a História, atravessar o inferno.

Imagine

08
Dez15

 

 

Às vezes na minha sala correm as notas vindas do piano, alguém toca para mim o Imagine. Oiço sem ter grande atenção ao som, lembrando-me vagamente da letra.

 

A maioria dos dias são passados assim, na banalidade das coisas. No correr das horas e no desejo do futuro. Num tempo sem tempo.

 

Imagine um mundo em que as horas corressem no presente. Imagine um mundo de igualdade de género. Imagine um mundo sem radicalismos. Imagine um mundo voltado para a Natureza. Imagine um mundo tranquilo. Imagine um mundo  onde acreditar no bem e na partilha não é ser motivo de ridículo. Imagine um mundo onde as notas de música sejam ouvidas e entendidas. Imagine um mundo onde a letra desta  canção seja realizada. Imagine um mundo onde o terror seja uma lembrança gasta. Imagine um mundo onde o sorriso franco é um acto banal. Imagine que a fome e o sofrimento não são coisas sem importância. Imagine.

 

Alice Alfazema