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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Sou uma mãe...

:-)

27.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Daniela Costa   Sou uma mãe que nunca guardou dentes ou cabelinhos dos filhos, sou uma mãe que não sabe qual foi a primeira palavra que disseram, tenho uma vaga ideia, sou uma mãe que não criou álbuns de fotografias com os filhos bebés, nem sei quando comeram pela primeira vez sopa, tenho uma vaga ideia. Sou uma mãe que nunca contou histórias de princesas à filha, nem lhe comprou vestidos pelo carnaval, sou uma mãe que nunca comprou acessórios de cozinha e (...)

A arte de saber sonhar

Não é para toda a gente

15.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Ana Ayala   Nunca tive grande capacidade para sonhar. Aquela coisa de visualizar aquilo que quero e transformá-lo em realidade comigo não funciona. Disperso-me facilmente e sou levada para pensamentos diversos, depois fico baralhada e já não sei o que quero realmente. Imagino então a ver-me em coisas sérias e importantes, mas depois dou mais importância àquilo que poderia acontecer se fosse antes assim ou assado. Desisti, e deixo então tudo ao capricho do Universo. (...)

Problemas

22.10.20, Alice Alfazema
  Ilustração Mia Gould   Os problemas são curvos, contorcidos e retorcidos, cada curva a mais agudiza o problema e enaltece quem fala dele. Um problema resolvido é um problema. O que fazemos sem um problema? Como podemos confraternizar se não tivermos um problema? O problema é mais procurado pela causa do que pela sua solução. Enquanto há problema há vida.    

Castanho

19.10.20, Alice Alfazema
Ilustração Mariolina Suglia   Eu não sou de eleger cores favoritas, mas há uma que gosto muito: o castanho. Gosto de castanho em malas, em sapatos, nos casacos, tenho até alguma dificuldade em gostar de malas e sapatos de outras cores. Sinto-me mais confortável com um casaco castanho do que com um preto, o preto em cima dos ombros transtorna-me. Também não gosto de preto nos pés. Uso, mas é para não ter tudo em castanho. As malas, são sempre castanhas, posso entrar numa (...)