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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola - O estupor da folha

29.06.20, Alice Alfazema
Uma senhora vem acompanhada, ou é acompanhante, de bebé de colo, criancinha de três anos e uma miúda de dez anos...vêm todos entregar os manuais da mana mais velha. O livro de português tem a folha de rosto escrita, como todos sabem, (alguns ainda continuam por saber), não é para escrever nos manuais, porque os manuais são para ser reutilizados, blá, blá, blá...Ora se a folha de rosto do livro de português está escrita o que fazemos?  1- Apagamos o que está escrito. 2- (...)

São João

24.06.20, Alice Alfazema
  Ó meu rico São João, que andas aí em cima desconfinado vem cá abaixo acudir à malta  que está tudo descompensado   ...   Um São João sem gente Numa rua tão abandonada Diz-me assim de repente Onde posso comer sardinha assada   ...   Por não poderem ir ao Mercado Sair de casa é muito arriscado!   ...   Ó Menina ponha a máscara Se quiser sair desse confinamento deixa o teu olhar bailar até encontrar o enamoramento   ...   Encontrar o enamoramento! Com tanto confinamento (...)

O "branco" não existe

Miscigenação

18.06.20, Alice Alfazema
  Ilustração Rita Cardelli       (...)aos ‘brancos racistas portugueses’, aos que defendem uma hierarquização dos indivíduos com base nas suas diferenças físicas e comportamentais herdadas. Do ponto de vista biológico-genético e antropológico, não existem ‘raças’, apenas uma gama enorme de variações de traços físicos entre os seres humanos. O ‘branco’ não existe: a formação étnico-racial da nação portuguesa é resultado de um profundo processo de (...)