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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Hospital

08.02.12, Alice Alfazema
  E juntam-se os velhos e os novos; e nascem e morrem; no mesmo corredor agonizam e riem. E a vida corre, para cá, para lá. As emoções flutuam num leve carreirinho. A azáfama continua, levando o dia, e encontrando a noite. E dizem todos de suas doenças, seus ais e seus medos. Olhos vazios, sorrisos encontrados, cheiros misturados. E é o branco e o negro, e o dia passa devagar, (...)

Tranquilo

19.09.10, Alice Alfazema
    É preciso morrer em paz, e é preciso que alguém o diga. Não compreendo a luta dos médicos que dizem que estão numa missão de salvar vidas, quando no fundo sabem que estão é a salvar o sofrimento. Adiar a morte não é salvar...é impor sofrimento, é o desespero das famílias que sofrem. Fica aqui a frase que me fez escrever isto: «- Acabou, olho para ele, agora tão tranquilo, o rosto sem sofrimento, é melhor assim, para ele e para mim.» É bárbaro impor à força de (...)