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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Uma pergunta por dia: Porque acreditamos tanto nos homens e mulheres e tão pouco na Natureza?

08.12.14, Alice Alfazema
 Ilustração Alexander Bazarin   Olha estas velhas árvores, mais belas Do que as árvores novas, mais amigas: Tanto mais belas quanto mais antigas, Vencedoras da idade e das procelas... O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas Vivem, livres de fomes e fadigas; E em seus galhos abrigam-se as cantigas E os amores das aves tagarelas. Não choremos, amigo, a mocidade! Envelheçamos rindo! envelheçamos Como as árvores fortes envelhecem: Na glória da alegria e da bondade, Agasalh (...)

Escolha

10.04.13, Alice Alfazema
  Ilustração de Denis Zilber   Vírgula pode ser uma pausa... ou não. Não, espere. Não espere.. Ela pode sumir com seu dinheiro. 23,4. 2,34. Pode criar heróis.. Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve. Ela pode ser a solução. Vamos perder, nada foi resolvido. Vamos perder nada, foi resolvido. A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber. A vírgula pode condenar ou salvar.  Não (...)

Amor infinito

16.06.12, Alice Alfazema
Depois de ter lido esta história no Delito de Opinião fico a pensar, em quanto o Amor de uma mulher é infinito. A partir de agora, quando vir algum homem tirando macacaria do nariz, enquanto vai ao volante do seu carro, recordarei que o Amor é de facto aquilo que nos une. Em que as pequenas coisas da vida, e as histórias do quotidiano, nos remetem para os assuntos mais imprevisíveis e para as mais (...)

O rio

07.08.11, Alice Alfazema
        Do novelo emaranhado da memória, da escuridão dos nós cegos, puxo um fio que me parece solto.   Devagar o liberto, de medo que se desfaça entre os dedos.   É um fio longo, verde e azul, com cheiros de limos, e tem a macieza quente do lodo vivo.   É o rio.   Corre-me nas mãos, agora molhadas.   Toda a água me passa entre as palmas abertas, e de repente não sei se (...)