Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Boglosferissíma

29.06.13, Alice Alfazema
  Ilustração Marlene Llanes   Sentei-me na mesa para jantar. Desta vez comi torradas com café, não gosto de café com leite. O meu irmão comeu sopas de pão com leite. A minha mãe também. Comemos, conversámos e rimos. O estômago ficou aconchegado. Este era um tempo que havia de passar. Muitas vezes a minha mãe ia para a fila do pão e do leite, esses bens escasseavam, as filas eram grandes. Nunca ouvi a minha mãe (...)

Má gestão

25.06.13, Alice Alfazema
  Ilustração Roger Ycaza Tu sentes que há má gestão quando encontras no teu emprego alguém que te diz que a bicicleta anda melhor com as rodas quadradas. E por mais que tu fales e esperneies essa ideia é a que vai avante. Assim vai a economia. O mundo. Vou fazer mais uma meditação. As rodas quadradas andam melhor. As rodas quadradas são mais rápidas.As rodas quadradas andam melhor. As rodas quadradas são mais (...)

A memória é um lugar estranho

19.06.13, Alice Alfazema
  A memória inverte processos. Esquecida, deixa entrar quem quiser, fazer o que não deve, gostar daquilo que não devia.   Há muitos anos eu trabalhava nove horas diárias. O tempo da minha primeira licença de maternidade foi de três meses e meio. Depois desse tempo o meu filho foi para o infantário. Ainda me lembro do primeiro dia. De deixá-lo, embrulhado num xaile branco, às sete da manhã, tão pequenino. Redução de horário por maternidade, uma hora. Com o tempo as (...)