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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A realidade prática da dependência

28.06.14, Alice Alfazema
  Pintura Julio Romero de Torres   "A noção de dependência costumava ser aplicada apenas aos casos de alcoolismo e de consumo de drogas. Mas agora qualquer domínio de actividade pode ser invadido por esta praga. Pode-se ser viciado, logo dependente, do trabalho, do exercício, da comida, do sexo, do amor. E isso acontece porque estas actividades,  e também outros domínios da vida, são agora muito menos estruturados pela tradição e pelo costume do que eram em épocas anteriores.   

Acreditar

22.02.14, Alice Alfazema
Ilustração Daniel Montero Galán     A coscuvilhice atingiu níveis globais, tornou-se a maior estrada de interacção planetária, com ela cresceram os medos e as confusões. Acreditar tornou-se um estado louco de ser. Querer acreditar é assim trocado pelo que os outros dizem. Acreditar em si mesmo é então um borrão de tinta que tem de ser aprovado. Velhice precoce da alma, e da vontade única de cada ser. (...)

Uma pergunta por dia: Numa época de tanto conhecimento e de fácil acesso a uma "rede" de amigos, qual o porquê de haver tanta solidão?

23.12.13, Alice Alfazema
  Ilustração Jane Spakowsky   És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, E o próprio universo e os outros Satélites da tua subjectividade objectiva. És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?   Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, Para (...)

Para memória futura

22.02.13, Alice Alfazema
    Minha laranja amarga e doce meu poema feito de gomos de saudade minha pena pesada e leve secreta e pura minha passagem para o breve breve instante da loucura.     Minha ousadiameu galopeminha rédeameu potro doidominha chamaminha réstiade luz intensade voz abertaminha denúncia do que pensado que sente a gente certa. Em ti respiroem ti eu provopor ti consigoesta (...)

Trombetinha

08.02.13, Alice Alfazema
  Uma noite, o mosquito disse ao pirilampo: " Eu não acredito que haja no mundo um ser mais útil e ao mesmo tempo mais nobre do que eu. Se um homem não fosse por natureza ingrato, deveria estar-me eternamente agradecido. De facto, não podia ter melhor mestre de comportamento moral. É que as minhas agudas picadelas oferecem-lhe a possibilidade de se exercitar na nobre virtude da paciência. E a fim de que ele se sacuda do seu sono absurdo, quando se deita para dormir, ocupo-me a (...)

B♥♥M 2012

01.06.12, Alice Alfazema
♥     A 9.ª edição do Boom festival, é um  evento multidisciplinar de cultura do mundo e o maior festival português sem patrocínios. Realiza-se de 28 de Julho a 4 de Agosto em Idanha-a-Nova  e recebe mais de 800 artistas, oriundos de todo o mundo, das mais variadas correntes artísticas como pintura, escultura, land art, música, vídeo arte, artes plásticas e (...)

Globalização

05.04.12, Alice Alfazema
Nos dias da globalização anulam-se as culturas, os mitos e, as vozes. Dá-se voz ao dinheiro, aos corruptos e aos mentirosos. Vê-se na imagem, mesmo que alterada, a origem das coisas. Classificam-se emoções e desilusões. Fazem-se mapas e gráficos. Esquecem-se os deveres e os direitos. Esquece-se a Terra, as mulheres e os homens. Esquecem-se da infância. Anulam a velhice, o pai e a mãe. Produzem-se filhos. Compram-se animais de companhia, compram-se amizades. Ignoram-se (...)

A Greve dos fantoches da Globalização

24.11.11, Alice Alfazema
Se somos um país considerado lixo, pelas empresas mais conceituadas no mercado, o que seremos todos nós - o povo? Somos os fantoches nas mãos dos mercados, que agora se aproveitam de boatos e alcovitices para legalizarem aquilo que querem e como querem.   O que simboliza esta greve não é o facto de não querermos trabalhar é antes de mais a luta pela igualdade de oportunidades, a desilusão para com a classe politica, e para com a sua falta de imaginação.   Crescer (...)