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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A meio

23.11.20, Alice Alfazema
Ilustração  Lucija Mrzljak   Olhei a fotografia gasta e desbotada pelo tempo, tinha algumas nódoas no papel amarelado. Virei-a para ver se tinha alguma dedicatória. Uma letra cuidada e elegante bailava ainda no papel envelhecido. Querido, começava a linha escrita a azul fim de tarde, pelo meio algumas palavras que só eles sabiam o sentido, no fim, desta que te ama, a assinatura estava no pedaço já rasgado.   

Peixe frito e arroz de tomate

20.10.19, Alice Alfazema
  Num destes Sábados levantei-me cedo e fui beber um café à beira-rio, estive por ali enquanto me apeteceu e até caminhei pela praia, estava um dia de vento, com algumas nuvens, um frio ligeiro no ar, as gaivotas voavam em círculos, dando guinchos de vendaval. Elas sabem. Havia também pombos e outros pássaros abrigados nas rochas que pareciam esculpidas na falésia. As ondas rebentavam de mansinho na areia, um cheiro a maresia, e algas deixadas na praia. A Serra de um verde (...)

Completando frases no Sapo

21.07.18, Alice Alfazema
Sou muito curiosa, o porquê das coisas fascina-me.     Não suporto a injustiça, a falta de justiça suscita em qualquer meio o corte de oportunidades e leva a que o mundo se vá tornando um lugar árido de boas emoções.     Eu nunca viajei de submarino, nem andei numa nave espacial, mas gostava de andar.     Eu já estive desmaida durante umas horas, tinha seis anos, quando acordei tinha a família toda aos pés da minha cama, nunca ninguém soube explicar-me o porquê de (...)

Observar

05.05.18, Alice Alfazema
    Quero voar com as fadas nas nuvens que são almofadas dos que gostam de sonhar, vaguear pelo espaço envolver no meu abraço aquele que está a chorar;         Voar sobre os continentes observar as diferentes gentes que não param de labutar, tristes ou sorridentes ricas ou indigentes fazem o mundo avançar;       Voar e ter a ousadia de procurar noite e dia os jardins da felicidade, mostrar a quem quiser ver que nada tem a perder o que vive com verdade;     Quero com os (...)