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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Peixe frito e arroz de tomate

20.10.19, Alice Alfazema
  Num destes Sábados levantei-me cedo e fui beber um café à beira-rio, estive por ali enquanto me apeteceu e até caminhei pela praia, estava um dia de vento, com algumas nuvens, um frio ligeiro no ar, as gaivotas voavam em círculos, dando guinchos de vendaval. Elas sabem. Havia também pombos e outros pássaros abrigados nas rochas que pareciam esculpidas na falésia. As ondas rebentavam de mansinho na areia, um cheiro a maresia, e algas deixadas na praia. A Serra de um verde (...)

Completando frases no Sapo

21.07.18, Alice Alfazema
Sou muito curiosa, o porquê das coisas fascina-me.     Não suporto a injustiça, a falta de justiça suscita em qualquer meio o corte de oportunidades e leva a que o mundo se vá tornando um lugar árido de boas emoções.     Eu nunca viajei de submarino, nem andei numa nave espacial, mas gostava de andar.     Eu já estive desmaida durante umas horas, tinha seis anos, quando acordei tinha a família toda aos pés da minha cama, nunca ninguém soube explicar-me o porquê de (...)

Observar

05.05.18, Alice Alfazema
    Quero voar com as fadas nas nuvens que são almofadas dos que gostam de sonhar, vaguear pelo espaço envolver no meu abraço aquele que está a chorar;         Voar sobre os continentes observar as diferentes gentes que não param de labutar, tristes ou sorridentes ricas ou indigentes fazem o mundo avançar;       Voar e ter a ousadia de procurar noite e dia os jardins da felicidade, mostrar a quem quiser ver que nada tem a perder o que vive com verdade;     Quero com os (...)

Força oceânica

18.11.17, Alice Alfazema
      Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo.   Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra.   Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha face?         Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua… Perdição da minha vida! Perd (...)

Tu que caminhas que sabes sobre teu caminho?

02.01.17, Alice Alfazema
  Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.     eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento.     (...)

A todos os lugares e a todas as cores, do coração para a cabeça e da cabeça para o coração

17.10.16, Alice Alfazema
 Fotografia do blogue, Dias com árvores   Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.   A criança quis tanta força em certas linhas que o papel (...)

Vives dentro de uma fotografia?

16.10.16, Alice Alfazema
 Fotografia de  Raffaele Montepaonne   Cada vez mais as pessoas vivem dentro das suas fotografias, escolhem as melhores para as mostrar aos outros, algumas fotografias são modificadas, outras coloridas, por vezes alisadas, às tantas estão distorcidas. A vida passou-te ao lado? Ou foste realmente quem está na fotografia? As rugas foram vividas em todos os momentos da tua vida, ou (...)

Libelinha Dourada

31.08.10, Alice Alfazema
      Uma libelinha vaidosa e que sabe o que quer, resistiu aos focos de luz, a um espirro...aos gritos dos miúdos, lançou-se ao ar por três vezes mas não desistiu de posar para a foto e por três vezes pousou no mesmo sítio, incrível...parecia até dizer:   «Se as pessoas vivessem a vida de trás para a frente, seria assim: as pessoas deveriam primeiro morrer e, assim (...)