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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Serra da Arrábida

Fotografia Artur Pastor poema de Sebastião da Gama

18.06.20, Alice Alfazema
  Nada sabe do Mar quem não morreu no Mar. Calem-se os poetas e digam só metade os que andam sobre as ondas suspensos por um fio.     Sabe tudo do Mar quem no Mar perdeu tudo. Mas dorme lá no fundo, tem os lábios selados, e os olhos, reflectem e claramente explicam os mistérios do Mar, para sempre fechados.       Fotografia Artur Pastor, Portinho da Arrábida décadas de 40/60, Serra da Arrábida, Setúbal. Poema, Inscrição de Sebastião da Gama.