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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Janela sem vidro

29.04.21, Alice Alfazema
 Tenho quarenta janelas, nas paredes do meu quarto, sem vidros nem bambinelas, posso ver através delas, o mundo em que me reparto. Por uma entra a luz do sol, por outra a luz do luar, por outra a luz das estrelas, que andam no céu a rolar. Por esta entra a Via Láctea, como um vapor de algodão, por aquela a luz dos homens, pela outra a escuridão. Pela maior entra o espanto, pela menor a certeza, pela da frente a beleza, que inunda de canto a canto. Pela quadrada entra a esperança, (...)

As minhas flores

20.04.21, Alice Alfazema
Eu não tenho jardim, mas tenho bosques, vales, planícies e serras, onde colho as minhas flores, colho-as com a objectiva, este ano redescobri o prazer de observar as flores silvestres, sentindo uma alegria quase infantil por ver uma diversidade tão grande de pormenores que nos são alheios na pressa do dia a dia. Há algo comum a todas elas - Liberdade.   Espírito das danças, espírito das estrelas,espírito das crianças, espírito das velas,espírito que te escondes nos risos e (...)

Olhar sedutor

28.12.20, Alice Alfazema
  Fotografia Eric Deschamps   Eu gosto de me surpreender com aquilo que a Natureza nos oferece, de observar, mesmo através dos olhos dos outros, que a vida na Terra é um tesouro escondido à vista dos mais distraídos.  É incrível como ainda conhecemos tão pouco sobre isso, todos os dias há quem descubra um pormenor diferente e partilhe esse momento. (...)

Rugas

26.12.20, Alice Alfazema
Fotografia de Artur Pastor, Póvoa do Varzim, Portugal, décadas 50/60, séc. XX.    As rugas fazem-me lembrar as páginas de um livro, como se em cada uma houvesse passagens diferentes, diálogos, lembranças, tristezas, o tempo, o tempo que foi preciso para que cada uma delas se tornasse visível, o que levou a que isso acontecesse e as outras que vão surgindo, sobrepondo-se a todas as outras, e aquelas já profundas, e as que emergem quando um riso força as instaladas a serem (...)

Osgas, osguinhas, osgazonas

29.09.20, Alice Alfazema
  Uma tarde Maria Cristina obrigou-me a comer osgas e a repetir com a boca cheia de osgas as pessoas sensíveis gostam de comer osgas mas não gostam de ver matar osgas por isso têm de comer as osgas vivas se querem fazer na vida aquilo de que gostam   Poema de Adília Lopes