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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Olhar sedutor

28.12.20, Alice Alfazema
  Fotografia Eric Deschamps   Eu gosto de me surpreender com aquilo que a Natureza nos oferece, de observar, mesmo através dos olhos dos outros, que a vida na Terra é um tesouro escondido à vista dos mais distraídos.  É incrível como ainda conhecemos tão pouco sobre isso, todos os dias há quem descubra um pormenor diferente e partilhe esse momento. (...)

Rugas

26.12.20, Alice Alfazema
Fotografia de Artur Pastor, Póvoa do Varzim, Portugal, décadas 50/60, séc. XX.    As rugas fazem-me lembrar as páginas de um livro, como se em cada uma houvesse passagens diferentes, diálogos, lembranças, tristezas, o tempo, o tempo que foi preciso para que cada uma delas se tornasse visível, o que levou a que isso acontecesse e as outras que vão surgindo, sobrepondo-se a todas as outras, e aquelas já profundas, e as que emergem quando um riso força as instaladas a serem (...)

Osgas, osguinhas, osgazonas

29.09.20, Alice Alfazema
  Uma tarde Maria Cristina obrigou-me a comer osgas e a repetir com a boca cheia de osgas as pessoas sensíveis gostam de comer osgas mas não gostam de ver matar osgas por isso têm de comer as osgas vivas se querem fazer na vida aquilo de que gostam   Poema de Adília Lopes  

Serra da Arrábida

Fotografia Artur Pastor poema de Sebastião da Gama

18.06.20, Alice Alfazema
  Nada sabe do Mar quem não morreu no Mar. Calem-se os poetas e digam só metade os que andam sobre as ondas suspensos por um fio.     Sabe tudo do Mar quem no Mar perdeu tudo. Mas dorme lá no fundo, tem os lábios selados, e os olhos, reflectem e claramente explicam os mistérios do Mar, para sempre fechados.       Fotografia Artur Pastor, Portinho da Arrábida décadas de 40/60, Serra da Arrábida, Setúbal. Poema, Inscrição de Sebastião da Gama.