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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Pedras da calçada

09.07.21, Alice Alfazema
Muitas das nossas acções, juntando uma a uma, alinhadas ou desencontradas dariam para fazermos um longo passeio de pedra calcetada, dando espaço, fazendo aquela curva inesperada de um dia que se foi, escolhendo as pequenas, as defeituosas, dando um jeito nas ponteagudas.  Quem sabe dando espaço a uma oportunidade de crescimento, ignorando balelas, deixando ir. De cócoras, ao sol, de joelho forçado ao chão, calcando tudo, até alisar o caminho. E quando menos preveres acontece. (...)

Pontos de azul

17.05.21, Alice Alfazema
  A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa ideia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa. De Saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um “pixel” solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo (...)

Diário dos meus pensamentos (36)

24.04.20, Alice Alfazema
  Ilustração Karina Lemesheva   A transformação da nossa energia é uma consequência do ambiente em que vivemos. Esta distância tem sido boa para verificar aquilo que disse na frase anterior. Ao estarmos distantes percebemos melhor o que está mal e o que está bem, o que podemos melhorar, e o que queremos que acabe. Tal como com as flores cada um precisa de uma energia diferente, claro que muitos se identificam, outros nem tanto, há quem se dê melhor na sombra, outros à (...)