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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Pedalar no tempo

27.12.18, Alice Alfazema
  Ilustração Olga Salamatova   Aí, de repente, os meus olhos se abriram, e vi como nunca havia visto. Senti que o tempo é apenas um fio. Nesse fio vão sendo enfiadas todas as experiências de beleza e de amor por que passamos. Aquilo que a memória amou fica eterno. Um pôr do sol, uma carta que recebemos de um amigo, os campos de capim-gordura brilhando ao sol nascente, o cheiro do jasmim, um único olhar de uma pessoa amada, a sopa borbulhante sobre o fogão a lenha, as árvores (...)

Somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual?

22.10.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Monica Garwood     Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos – para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.   Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem (...)

O que é felicidade hoje?

09.09.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Celine Loup        "Não gosto muito da palavra felicidade, para dizer a verdade. Acho que é, inclusive, uma ilusão mercadológica. O que a gente pode estudar são as condições do bem-estar. A sensação de competência no exercício do trabalho, já se sabe, é a maior fonte de bem-estar, mais que a remuneração. Nós temos um ideal de felicidade um pouco ridículo."      Contardo Calligaris .

Destino

27.06.18, Alice Alfazema
  Quando nós dizemos a palavra "destino" do ser, então queremos dizer que o ser se nos atribui e se aclara e clarificante arruma o tempo-espaço, onde o ente pode aparecer.   No destino do ser, a história do ser não é pensada a partir de um acontecer, que é caracterizado através de uma evolução e de um processo.   Pelo contrário, define-se a essência da história a partir do destino do ser, a partir do ser enquanto destino, a partir daquilo que se nos remete, ao retirar-se.   Ambos, remeter-se e retirar-se, são um e o mesmo. Não de duas maneiras distintas. Em ambos rege de um modo diferente o perdurar mencionado anteriormente, em ambos, isto é, também na retirada, aqui até ainda mais essencialmente.

Cada um sente o que é

25.04.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Kristina Swarner     Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre (…) Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.       Arthur Schopenhauer       Alice Alfazema

A personalidade das pessoas são como as palavras num dicionário? À medida que avançam tornam-se mais complexas e distintas, ou seja deixam de ser simples...

18.03.18, Alice Alfazema
Ilustração Antonello Silverini     pes·so·a |ô|  (latim persona, -ae, máscara, personagem) substantivo feminino1. Criatura humana. 2. Personagem. 3. Disposição ou figura do corpo. 4. Personalidade, individualidade. 5. [Gramática]  Categoria gramatical que indica uma das três circunstâncias de relação do sujeito, com marcas na flexão verbal e nos pronomes pessoais (ex.: eu e nós correspondem à primeira pessoa). 6. [Jurídic (...)

Tempo de vida

14.02.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Loish     A aceleração atual diminui a capacidade de permanecer: precisamos de um tempo próprio que o sistema produtivo não nos deixa ter; necessitamos de um tempo livre, que significa ficar parado, sem nada produtivo a fazer, mas que não deve ser confundido com um tempo de recuperação para continuar trabalhando; o tempo trabalhado é tempo perdido, não é um tempo para nós.