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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 25-06-2019

25.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Elisa Chavarri     Quantas vezes o futuro nos parece tão distante? E no fim ele chega e parte todos os dias sem darmos por ele, vem de mansinho, fazer-nos cócegas no pescoço. Às vezes o futuro é um osso duro de roer, demora a passar, às vezes é veloz, como uma gazela que foge ao leão. Umas vezes o futuro é um sonho, outras é realidade. Pode ser surpresa, pode ser luz, amor ou felicidade. Pode ser aquilo que quisermos e o que não quisermos, mas importa (...)

Amar pelos Dois

13.05.17, Alice Alfazema
Pedi ao meu filho, que é rapaz que percebe de música, que escrevesse algo sobre a canção do Salvador Sobral:     Erguem-se os arcos e num toque suave vibram as cordas em sintonia com o mundo, num tom deslumbrantemente florestal, enraizando as almas apegadas à magia da primeira escala. Os olhos fecham-se para ouvir o vento murmurando as palavras da estória de amor, entre acordes subtis e ricos de paixão, revelando a perfeição sobreposta à dissonância. Em crescendo, o vento (...)

Trilho musical

23.11.15, Alice Alfazema
Ilustração  Mark Smith   Encontrei este texto escrito pelo meu filho, estava guardado numa gaveta, quem o guardou já cá não está. E quem o escreveu não se lembra de quando o fez. É um pedaço de papel escrevinhado a lápis de carvão. Momentos. Silêncios. Risos. Ternuras. Lembranças.   Surge por entre um trilho musical, composto por colcheias, seminimas e pausas, um individuo, o qual considero um amigo e um exemplo, um ídolo. Destaca-se por entre a multidão monótono e (...)

Conversa de fim de tarde

15.09.14, Alice Alfazema
- Mãe, descobri que tenho um auditório luxuoso lá na faculdade. - Sim... - Tem uma parede toda forrada a pano, com cadeirões que se podem reclinar, é mesmo bom para dormir. -      Alice Alfazema

Da Terra

22.04.14, Alice Alfazema
  Da Terra vem o sopro que torna os sons em música. Do sopro, destilado nos pulmões, vibram melodias, que saem através do ar quente que se espalha na água condensada que se liberta numa dança de sons. O bocal brilha coberto de ouro que vem das entranhas da Terra, o som vibra no espaço com o sopro que vem das entranhas do músico.    Ao meu filho: beijos.     Alice (...)

A vida de um filho

01.02.14, Alice Alfazema
Porque este é um assunto demasiado grave que não dever ser esquecido, porque fingir é compactuar com este tipo de crime, porque a sociedade somos todos nós, independentemente da hierarquia, porque a época colonialista já acabou, porque temos o dever de construir um mundo melhor, porque o ensino superior não é uma saída satânica envolvida em argumentos pomposos e capas com tranças, porque este assunto trás ao de cima a merda que anda escondida, porque a merda só é útil na terra.

A música com esquema visual

25.09.13, Alice Alfazema
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo Eu acordei com medo e procurei no escuro Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo Porque o passado me traz uma lembrança Do tempo que eu era criança E o medo era motivo de choro Desculpa pra um abraço ou um consolo       Hoje eu acordei com medo mas não chorei Nem reclamei abrigo Do escuro eu via um infinito sem presente Passado ou futuro Senti um abraço forte, já não era medo      

Ao meu Filho

21.11.10, Alice Alfazema
Meu filho   Apareceste na minha vida, Eu queria ter-te. Sentia-me feliz, insegura, afectuosa, apaixonada. Quantas  emoções! Olhava para ti... E sorria. Agora cresceste. Agrada-me o que vejo em ti. Revejo-me em ti, nas tuas ideias, Na tua maturidade, nos teus projectos... Obrigada, filho, por seres como és. E por  teres aparecido na minha vida. Eu queria ter-te.   Rosa Serrate