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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 20-01-2019

20.01.19, Alice Alfazema
  Hoje é domingo, e como sempre aos domingos a miúda ensaia cá em casa na sua flauta transversal, isto acontece quase sempre que estou a tomar um duche, enquanto isso ela toca, faz vibrato e toca. Sei que poucas pessoas se podem dar a um luxo destes, ouvirem um concerto ao vivo enquanto se banham.    Hoje estou grata por ter este privilégio, é aproveitá-lo antes que se acabe.        Flautista Yeojin Han    

A minha filha

25.05.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Olesya Serzhantova   Olhei para a miúda gira em que se tinha tornado. Mantinha o mesmo sorriso de sempre, grande e aberto ao mundo. Aquele ser tinha saído de dentro de mim, serena e chorona ao mesmo tempo, molengona e simpática, organizada e persistente, com um sentido crítico muito apurado, uma visão do mundo muito humanista e ecologista. Moderna e vaidosa, cuidadosa, prática e amiga.   Olhei para ela ali naquele palco e encantei-me com aquele som que vinha de (...)

Filha cá em casa falando

01.08.17, Alice Alfazema
Estava eu a pesar o açúcar e as maçãs na minha balança de cozinha...as maçãs a escorrer água, porque foram lavadas e molharam a minha balança. E eis que uma filha acutilante me diz: - Ainda bem que a balança é analógica. Morri.    Alice Alfazema

Voar através dos pensamentos? - um super-poder

15.08.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Cally Johnson-Isaacs     Estamos fartos das palavras? Estamos fartos de tudo? Talvez. Uns mais, outros menos. No entanto, ouvi alguém dizer que semeia flores na montanha, e diz com calma que alguém precisa de fazer esse trabalho. Há também quem reze, são pessoas que semeiam coisas boas. Isso é bom. Muito bom. Deixo-vos aqui umas palavras escritas pela minha filha, num dos textos que realizou para a disciplina de português.   Amor, o que será este amor que (...)

Escrita

26.06.16, Alice Alfazema
  Encontrei estas velhas palavras, escritas por mim num caderno que foi abandonado, já as escrevi no blogue, há tanto tempo, agora apetece-me escrevê-las de novo aqui, de uma outra forma, mas com o mesmo sentido, porque há coisas que não são perecíveis.      Há momentos (...)

Entre o futuro e o presente, eis-me aqui.

09.03.15, Alice Alfazema
Ilustração Clélia Nguyen   Hoje, vou deixar aqui um texto argumentativo, escrito pela minha filha, trabalho esse que foi feito na disciplina de português, ela tem treze anos. Os temas eram sobre o respeito entre os pais e os filhos, a influência dos pais nas escolhas dos filhos e os papéis do homem e da mulher. Este texto é importante para mim. Ela perguntou-me se eu o queria colocar aqui. Sim.     Eu escolhi (...)

Coisas boas

19.02.13, Alice Alfazema
  Ilustração de Elina Ellis  Vejo em ti repetida,  A anos de distância,  A minha própria vida,  A minha própria infância.  É tal a semelhança,  É tal a identidade,  Que é só em ti, criança,  Que entendo a eternidade.  Todo o meu ser se exala,  Se reproduz no teu:  É minha a tua fala,  Quem vive em ti, sou eu.  Sorris como eu sorria,  Cismas do meu cismar,  O teu olhar copia,  Espelha o meu olhar.  (...)