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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Antes que os figos se acabem

03.09.20, Alice Alfazema
  Antes que os figos se acabem, e com eles o gosto fugaz do Verão. Comerei o seu doce sabor, meloso e suave que  me deixa os dedos pegajosos. O figo sereno, figo maduro, figo seco. Onde se escondem os amores fatais das vespas. Amores intensos e mortais em dias de muito calor. Comemos assim o Amor, escorrido na nossa saliva, degustado num entardecer ao canto intenso das cigarras. Então, na ponta dos nossos (...)

Verão, figos, gelados e poemas

24.06.15, Alice Alfazema
Fotografia e receita aqui.   A maneira correcta de comer um figo à mesa É parti-Io em quatro, pegando no pedúnculo, E abri-Io para dele fazer uma flor de mel, brilhante, rósea, húmida,         desabrochada em quatro espessas pétalas.   Depois põe-se de lado a casca Que é como um cálice quadrissépalo, E colhe-se a flor com os lábios.   Mas a maneira vulgar É (...)