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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As passadeiras de praia

Lugares de risco

20.07.20, Alice Alfazema
  Ilustração  Marie Mainguy   As passadeiras de praia são lugares livres da pandemia, onde o turista pode andar livremente sem máscara, mesmo que ande a meio metro de outra pessoa que não conheça, o bicho não gosta de praia, nem sabe nadar. A areia é uma enorme aliada e protege os olhos dos perdigotos que possam querer se alojar nesses orifícios.    Uma passadeira de praia nunca poderá ser considerada um lugar de risco, a não ser que haja alguma tábua solta ou partida, (...)

Descanso

04.07.20, Alice Alfazema
Ilustração Alice Caldarella   Apesar do descanso dos dias sinto-me cansada, exausta de pensar, pensar que não quero a vida que tinha, não quero aquela azáfama desvairada e já sem retorno. Finalmente dei-me conta do quanto estava cansada, e da minha insistência em não descansar. Um outro eu espreita e toma conta do meu cérebro, um eu mais egoísta, mais exigente, menos compreensivo com as desculpas. Esta mudança de pele é complexa, ouvi dizer que as cobras ficam mais (...)

Cozinhar faz bem

16.07.19, Alice Alfazema
Há um resto de tudo em nós, um resto de dia, um resto de pensamento, um resto de sentimento, acabar permanentemente exige muito esforço, nunca se acaba de um dia para o outro. Vai ficando aqui e ali resquícios daquilo que fomos.      Os italianos dizem que devemos cozinhar com apenas cinco elementos, cada um de sua cor, pois é na simplicidade que se descobrem os verdadeiros sabores. Mesmo que tenham sido comidos ficarão na memória e na vontade de estar outra vez assim, em (...)

Férias

30.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Tiziana Rinaldi   Este blog vai de férias, não sei se colocarei aqui alguma coisa, se houver tempo deixarei rasto de mim. Preciso descansar e sobretudo pensar em mudança, preciso que o meu quotidiano mude para desafios e deixar a rotina que me cansa para trás. Quero deixar de nadar contra marés, levantar âncora, mesmo que o meu barco seja velho, quero pintá-lo de outras cores e voltar à minha velha energia, aquela que me alegrava. Despegar-me de situações (...)