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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Cozinhar faz bem

16.07.19, Alice Alfazema
Há um resto de tudo em nós, um resto de dia, um resto de pensamento, um resto de sentimento, acabar permanentemente exige muito esforço, nunca se acaba de um dia para o outro. Vai ficando aqui e ali resquícios daquilo que fomos.      Os italianos dizem que devemos cozinhar com apenas cinco elementos, cada um de sua cor, pois é na simplicidade que se descobrem os verdadeiros sabores. Mesmo que tenham sido comidos ficarão na memória e na vontade de estar outra vez assim, em (...)

Férias

30.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Tiziana Rinaldi   Este blog vai de férias, não sei se colocarei aqui alguma coisa, se houver tempo deixarei rasto de mim. Preciso descansar e sobretudo pensar em mudança, preciso que o meu quotidiano mude para desafios e deixar a rotina que me cansa para trás. Quero deixar de nadar contra marés, levantar âncora, mesmo que o meu barco seja velho, quero pintá-lo de outras cores e voltar à minha velha energia, aquela que me alegrava. Despegar-me de situações (...)

Micro contos - Dá jeito contornar a realidade

30.08.18, Alice Alfazema
  Ilustração Thierry Manes     Dá jeito. Porque a realidade vista durante cinco minutos não é a mesma de várias horas seguidas. A realidade de uma frase não abarca todos os indicadores que uma conversa poderá ter. A realidade das competências de cada um não se resume apenas à experiência. A opinião não é uma realidade é um contorno e às vezes dá jeito tê-la. 

Um pedaço do dia de ontem

08.07.18, Alice Alfazema
  Um pedaço de bolo colorido e fresco, que se come devagarinho, entre palavras e risos, há um cheiro de mar ao longe, são coisas boas, são pedaços de um dia para recordar. São reencontros, coisas doces e preguiçosas. Um moscatel dourado pelo sol que banha a Serra da Arrábida. Um brinde: Saúde!        

Um dia macio

04.07.18, Alice Alfazema
  No conforto da cama, quem me chama, quem me chama? É o dia, é o dia, vem ouvir a nova melodia do pássaro que passa e traça um arco azul no céu do meio-dia... No conforto do que ouço, quem me chama, quem me chama? É a noite, é a noite, vem ver o mágico céu abrindo seu noturno véu resplandescendo galáxias em luz que acaricia... No remanso do corpo cansado, quem me chama, quem me chama? É o tempo, é o tempo, vem ver o novo invento criado nesse momento, o universo passeando (...)