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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Linguagem nenhuma

24.08.19, Alice Alfazema
    Se às vezes digo que as flores sorriem  E se eu disser que os rios cantam,  Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores  E cantos no correr dos rios...  É porque assim faço mais sentir aos homens falsos  A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.  Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes  À sua estupidez de sentidos...  Não concordo comigo mas absolvo-me,  Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,  Porque há (...)