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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O Mar e eu

Ecos

27.12.19, Alice Alfazema
  Serenamente sem tocar nos ecos Ergue a tua voz E conduz cada palavra Pelo estreito caminho.     Vive com a memória exacta De todos os desastres Aos deuses não perdoes os naufrágios Nem a divisão cruel dos teus membros.     No dia puro procura um rosto puro Um rosto voluntário que apesar Do tempo dos suplícios e dos nojos Enfrente a imagem límpida do mar.     Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen