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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 15-08-2019

15.08.19, Alice Alfazema
  Ilustração Yiting Lee   Já fazem muitos dias que não escrevo aqui no Diário da Gratidão, coisa com que me comprometi, mas  que não cumpri. Não considero um falhanço, mas um desvio de conduta, até porque estar grato é  muito mais do que afirmar que se fez isto ou aquilo num pedaço de papel ou num ecrã de computador, ter gratidão é colocarmo-nos no lugar do outro também com acções e momentos reais no dia-a-dia. É por aí que tenho andado.    No entanto, quero (...)

Olhos de gato

07.08.19, Alice Alfazema
Gosto de gatos vadios, daquele olhar inconfundível de indiferença perante quem passa. Eu estou aqui, mas só me apanha quem eu quiser.    Quando eu era miúda tinha gatos, mas eram gatos hóspedes, iam a casa quando queriam e nem dormiam por lá, miavam bem alto quando lhes apetecia e participavam em grandes lutas com os gatos dos vizinhos.     Quase todos os nossos vizinhos tinham gatos, não me lembro de cães. Os gatos não eram vacinados e muitas vezes nem tinham nome. Os (...)

A minha família é uma animação

24.07.19, Alice Alfazema
Ilustração Gina Matarazzo   Estava um dia ameno de Verão, era hora de almoço e comíamos calmamente, sem pressas, porque as férias se querem vagarosas.    - Ó tia, quando eu morrer quero ser cremada, mas antes têm de pôr-me dentro da barriga um saco cheio de milho pipocas. - Boa ideia! Quando saíres do forno fazem uma festa, mas o melhor é porem também um saco de açúcar... - Pois é, assim ficam caramelizadas!  

Férias

30.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Tiziana Rinaldi   Este blog vai de férias, não sei se colocarei aqui alguma coisa, se houver tempo deixarei rasto de mim. Preciso descansar e sobretudo pensar em mudança, preciso que o meu quotidiano mude para desafios e deixar a rotina que me cansa para trás. Quero deixar de nadar contra marés, levantar âncora, mesmo que o meu barco seja velho, quero pintá-lo de outras cores e voltar à minha velha energia, aquela que me alegrava. Despegar-me de situações (...)

Não sei

30.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Corinne Demuynck       Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.     Fernando Pessoa 

#diariodagratidao 09-06-2019

09.06.19, Alice Alfazema
  Fotografia de José Macedo       Eu não quero nunca ficar indiferente,  sentir-me vazia e sem memória. Quero ter sempre alma de criança, sorriso maroto e alegria de ser.      Quero deixar sementes e podas daquilo que fui, mesmo que eu seja breve e leve neste mundo. Tenho trabalhado arduamente para isso, não quero colher nada, quero que desfrutem de mim quando eu me for, que se lembrem, que me afaguem na memória e me busquem na praia ou numa árvore qualquer, no cheiro da (...)

Vou estender as emoções

01.06.19, Alice Alfazema
  Já é Junho...     O tempo molda-nos o corpo e põe-nos moles com este calor, é uma moleza profunda, que vem do fundo do ser, e deixa-nos sem acção. É assim como aquelas pessoas que nos sugam a energia mesmo sem querermos, porque não conseguimos fugir delas fisicamente, tal como quando estamos debaixo do calor, não que essas pessoas sejam um sol, mas antes um buraco negro, porque a sua energia é densa.       Vivemos num espaço reduzido, onde caminhamos lado a lado, sem (...)