Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Antes,agora,depois...

12.10.19, Alice Alfazema
  Ilustração Liese Chavez   Durante um tempo fui especialista em fazer, mal-me-quer/bem-me-quer, fazia-o com as flores da camomila, quando queria saber de alguma coisa, apanhava uma e zás, depois deixei de ter interesse, porque já conhecia de cor o resultado, percebi que tudo se resume a sequências, por vezes à excepção, mas na realidade a verdade depende das nossas escolhas e do nosso esforço.    As nossas escolhas, num determinado tempo não dependem de nós, no entanto a (...)

Ondas

10.10.19, Alice Alfazema
  Ilustração Liese Chavez   Das coisas que nunca abdicarei na minha vida: liberdade de pensamento e opinião, das minhas convicções e da minha integridade.   Não me interessa que me chamem de rabugenta. Não quero ser uma praia, quero ser mar.      

Entrelaço

09.10.19, Alice Alfazema
  Ilustração Alexi Torres   Entrelaço os anos, os dias e as noites, as horas e os minutos, os choros e os risos, entrelaço agora a juventude e a velhice, o amor, a paciência e o silêncio, entrelaço os meus dedos nos teus, como raízes em busca de água. 

Hoje apetece-me contar uma estória

28.09.19, Alice Alfazema
Era eu uma miúda e atravessava o Sado numa traineira, ao final do dia o cheiro do gasóleo entranhava-se nas minhas narinas, era também um cheiro de oceano, serra e rio, isto tudo misturado como resumo do dia, para mim estes cheiros funcionam como marcadores de memória.   Atravessava então o rio azul e manso, onde podia ver as várias correntes que entravam e saíam do oceano, na cabine e ao leme alguém levava o barco que trepidava a meus pés, era uma sensação relaxante, (...)

Boas-vindas

21.09.19, Alice Alfazema
  Ilustração Margherita Magy Grasso   Foi de noite, nem sei que horas eram, acordei, senti bater na janela, devagar, devagarinho, fiquei à escuta, ouvi mais, agora na estrada, pingos grossos de chuva, fiquei a ouvir, como quem recebe uma visita à muito esperada, saudades.  Transportei-me então para o lado de fora - não preciso do corpo para fazer isso - a erva seca agradecia o banho vindo do céu, imaginei os corvos, as rolas, as corujas, os falcões, os pardais...nos ninhos a (...)

Nova etapa

08.09.19, Alice Alfazema
É um dia cheio de praia, água boa, sabor a sal, pele tostada pelo sol, areia a perder de vista, calor e mar, risos na toalha, água e bolachas, pranchas e barriga esfolada.        É um dia onde me revejo, e olho de forma a acomodar memórias, os três na água como há muito tempo e eu na toalha, o tempo passou, mas o essencial ficou. A vida trás a vida leva, tal como o mar. Vão-se uns e ficam outros. Começa-se e acaba-se. Vejo-me então na primeira linha, o que guardo já (...)

Momentos especiais

30.08.19, Alice Alfazema
  Nesta semana tive dois momentos muito especiais. Estamos no fim de Agosto, e neste mês há muita gente de férias, os dias na escola são lentos e silenciosos e existe esta minha necessidade de demonstrar que a escola não é apenas sala de aula.  Às vezes deixo-me ir sem pensar, faço um grande esforço para o conseguir, não sei despegar o corpo do sentimento e rendo-me vezes sem conta. Surpreendendo-me em cada momento destes.    É como se isto eliminasse a minha (...)

Conversas da escola - Abertura da época 2019/2020

27.08.19, Alice Alfazema
Olá! Sei que já estão com saudades destes pequenos textos. Sendo assim, vamos lá começar! Bem-vindos à época 2019/2020!   Por estes dias ocorrem à escola muitos miúdos que vão frequentar o 5º ano. Uns são tímidos, outros desinibidos e curiosos por explorar este novo espaço gigantesco. Nem sempre meto conversa, mas na maior parte das vezes não resisto. Estamos em Agosto, ainda há muito calor, as pessoas andam à vontade e com roupas leves e chinelos no pé. Nestes (...)

#diariodagratidao 15-08-2019

15.08.19, Alice Alfazema
  Ilustração Yiting Lee   Já fazem muitos dias que não escrevo aqui no Diário da Gratidão, coisa com que me comprometi, mas  que não cumpri. Não considero um falhanço, mas um desvio de conduta, até porque estar grato é  muito mais do que afirmar que se fez isto ou aquilo num pedaço de papel ou num ecrã de computador, ter gratidão é colocarmo-nos no lugar do outro também com acções e momentos reais no dia-a-dia. É por aí que tenho andado.    No entanto, quero (...)