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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

21/02/2021

21.02.21, Alice Alfazema
Ilustração  Romain Lubière   Não escreverei o poema. Direi simplesmente que o colosso de certeza na humanidade do Universo é inapagável como o brilho das estrelas como o amor dos teus olhos como a força da harmonia dos braços como a esperança nos corações dos homens. Inapagável como a sensual beleza da agilidade das feras sobre o campo e o terror transmitido dos abismos. Direi simplesmente Sim! Sempre sim à honestidade dos homens ao viço juvenil da sinfonia das árvores a (...)

Vestida de noite

08.10.20, Alice Alfazema
  Olhar a noite e ver as estrelas é das coisas mais simples e intrigantes da vida. Sentirmos o quanto somos minúsculos ao olharmos o céu e pensarmos o que poderá existir mais além.  É no cheiro da noite e nos seus barulhos fugazes, que a escuridão acolhedora se pode transformar em assustadora. Um mundo desconhecido à nossa frente.     A aldeia não existe, exceto quando uma árvore de cabelos escuros desliza no ar abrasador como uma mulher afogada. A aldeia está em (...)

Encontrar

31.10.19, Alice Alfazema
  Ilustração Hanemusi   Escrever é esculpir sentimentos, é materializar de alguma forma algo que sentimos em palavras, é uma maneira de me conhecer e explorar a minha própria geografia.    Zack Magiezi  

Via

05.09.19, Alice Alfazema
  Ilustração Isabelle Cardinal   Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto...   E conversamos toda a noite, enquanto A via-láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto.   Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?"   E eu vos direi: (...)