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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estratificação social

às camadas

27.06.20, Alice Alfazema
    1. ama os teus sonhos como o teu próximo ou como os sonhos do teu próximo mas se o teu próximo não tiver sonhos convém mandar o teu próximo para muito longe donde não te possa contaminar     2. não atravesses a rua (ou a vida tanto faz) com palavras ameaçadas de medo leva em vez delas um límpido silêncio onde possas nascer para o dia claro que se anuncia nas janelas do quarto não regresses à rua (ou à vida tanto faz) com gestos grisalhos de medo leva em vez deles um (...)

Ao povo

15.12.13, Alice Alfazema
    O povo não tem assim muita importância para as elites, sejam elas quais forem, mas é a ele que vão buscar inspiração, seja ela fotográfica, linguística, imaginária ou política. É o povo ausente, que não sabe o que vale, mas de que muitos se alimentam.   Campanhas turísticas promovem locais tranquilos, onde estrangeiros elogiam a amabilidade dos locais. Fotografias de pobreza e de expressões faciais gastas e rugosas ganham prémios, campanhas eleitorais dando abraços (...)

Tratamento para a depressão

27.01.13, Alice Alfazema
   Pintura de Marie Bashkirtseff   Ao lembrar-me do tratamento para a depressão ocorre-me também os tratamentos para as doenças da velhice e ainda a dependência pelos subsídios. Em todos os casos não se tratam as causas, mas apenas os sintomas. Nos três casos as pessoas são levadas a pensar que são incapazes de desenvolver capacidades para ultrapassar os seus obstáculos. Se na depressão o uso de fármacos é a alternativa, já na velhice é a própria fase da vida que é (...)