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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Hoje apetece-me contar uma estória

05.08.19, Alice Alfazema
Nos idos anos 80, eu tinha uma vizinha que estava sempre zangada com o mundo, era com os vizinhos, era com os moços que faziam barulho, era com a mulher que atendia pessoas para resolver problemas espirituais, enfim andava sempre num frenesim de nervos.   Ela era baixinha e usava o cabelo muito curto, havia alturas em que o marido, instruído por ela vinha dar um berro aos moços que andavam por ali na galhofa. A malta fazia de propósito só para os arreliar, às tantas o homem (...)

Conversas da escola

03.03.16, Alice Alfazema
Diz o miúdo para a miúda, ambos do 5º ano. - Cabeça de polvo! Responde-lhe ela: - Cabeça de hemorróida! Pergunta-me ele: - Contina o que é isso? - Nem queiras saber... - Vou perguntar à professora de ciências.  Gostavam de saber o resto da estória? Também eu!     Alice Alfazema

Roupa de ninguém

04.12.12, Alice Alfazema
Dezembro de 2012. Os casacos amontoam-se, mais os ténis, as blusas e outros haveres. Ninguém os vem buscar, ninguém pergunta por eles. Não sei o que dizem em casa, ou se lhes perguntam pelas roupas, ou se têm demasiado que nem consigam dar pelo que lhes falta. O ano passado foram mais de uma dezena de sacos enormes - cheiinhos que foram para carenciados.    Alice Alfazema

Estórias

21.09.12, Alice Alfazema
  Amigos cento e dez, e talvez mais, Eu já contei. Vaidades que eu sentia! Supus que sobre a terra não havia Mais ditoso mortal entre os mortais.   Amigos cento e dez, tão serviçais, Tão zelosos das leis da cortesia, Que eu, já farto de os ver, me escapulia Às suas curvaturas vertebrais.   Um dia adoeci profundamente. Ceguei. Dos cento e dez houve um somente  Que (...)