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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Colorido

29.03.13, Alice Alfazema
  Pintura de Martine Alison O dia a dia é tão cheio de pormenores, no entanto apenas alguns reparam neles. (A esperança refugia-se nos subterrâneos.) Entretanto constava que existiam aranhas luminosas em certos esconderijos de raiva paciente onde os sonhos renasciam com rumor de palavras rigorosas. A derrota parecia tornar tudo mais profundo. Até a superfície que voava das rosas. José Gomes Ferreira, Poesia VI (...)

Um sonho que espreita

14.11.12, Alice Alfazema
      A noite nunca é completa Há sempre, visto que eu o digo, Visto que eu o afirmo, No fim do sofrimento uma janela aberta Uma janela iluminada. Há sempre um sonho que espreita Desejo a cumprir, fome a satisfazer Um coração generoso Uma mão estendida, uma mão aberta Olhos atentos  Uma vida, a vida a ser partilhada.     Paul Eluard Alice Alfazema

O tempo acaba o ano, o mês e a hora

11.06.10, Alice Alfazema
O tempo acaba o ano, o mês e a hora, A força, a arte, a manha, a fortaleza; O tempo acaba a fama e a riqueza, O tempo o mesmo tempo de si chora;   O tempo busca e acaba o onde mora Qualquer ingratidão, qualquer dureza; Mas não pode acabar minha tristeza, Enquanto não quiserdes vós, Senhora.   O tempo o claro dia torna escuro E o mais ledo prazer em choro triste; O tempo, a tempestade em grão bonança.   Mas de abrandar o tempo estou seguro O peito de diamante, (...)