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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Diário dos meus pensamentos (33)

21.04.20, Alice Alfazema
Ilustração Alireza Darvish   Se cada pessoa escrevesse um livro sobre a vivência desta época da quarentena, haveria muitos que seriam acusados de plágio, ora porque tinham pensamentos e sentimentos iguais, ora porque escreveram com as mesmas palavras, será que há palavras suficientes para descrever estes momentos vividos em casa sem que haja repetições? E os professores dirão: descreve isso por palavras tuas. E se as dele forem também as dos outros? Não são válidas? Não, (...)

#diariodagratidao 23-04-2019

23.04.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Mar Azabal   Se eu pudesse havia de transformar as palavras em clava. Havia de escrever rijamente. Cada palavra seca, irressonante, sem música. Como um gesto, uma pancada brusca e sóbria. Para quê todo este artifício da composição sintáctica e métrica? Para quê o arredondado linguístico? Gostava de atirar palavras. Rápidas, secas e bárbaras, pedradas! Sentidos próprios em tudo. Amo? Amo ou não amo. Vejo, admiro, desejo? Ou sim ou não. E como isto continuando.