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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estrela luminosa

20.11.18, Alice Alfazema
  Ilustração Paolo Domeniconi   Se eu um dia pegasse uma estrela iria colocá-la com muito cuidado junto à minha janela, para que ela iluminasse a minha rua, tal e qual como um brilho mágico de um pirilampo.   Noutras noites iria agarrá-la com muita força e transformá-la numa estrela cadente e surpreender-me com a velocidade com que iria andar pelos céus. Voltaria então a guardá-la à janela, ou quem sabe na porta no dia (...)

Conversas da escola - Versos perdidos

23.06.18, Alice Alfazema
  Ilustração Lisa Aisato     Todas as manhãs  acordo a sorrir. Mas olho para o relógio e só me apetece dormir. Chego à escola só me apetece brincar. Mas toca a campainha e para a sala começo a andar.   Então na sala  e sento-me no meu lugar oiço a professora que começa a explicar.   Toca a campainha vamos todos lanchar. Mas chegamos ao bar e cansamo-nos de esperar.   Nesta escola gostamos de aprender No nosso futuro  de muito nos vai valer         Poema deixado (...)

Micro contos - Na lateral

24.07.16, Alice Alfazema
O homem de pernas magras e lisas como varas aproxima-se da cana de pesca, deita o olho à ponteira, nada de picarem. A língua de areia aumenta à medida que a maré vaza. A barriga do homem parece que vai estourar, tão lisa e brilhante, bronzeada com Nivea, comprado na promoção do supermercado. O cú minúsculo contrasta com aquela pança bronzeada e esticada pela cerveja. As cuecas de banho tapam à medida aquele rabo sem grande volume, na lateral das cuecas carrega o isqueiro e o (...)