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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A última página

19.07.20, Alice Alfazema
Ilustração Irene Blasco   Sentei-me e quando me levantei era outra. Li e quando acabei de ler as minhas ideias ficaram mais fluidas. Sorri e aliviei a pressão do meu não sorriso. Naquele pedaço de tempo viajou por onde queria uma mulher sentada, parecia que não saía do lugar, enquanto folheava as páginas daquele livro que continha grãos de areia da sua praia favorita, nalgumas folhas haviam manchas de sal, daquele mar especial, podia ter posto um marcador de madre-pérola, mas (...)

Jardim

Desafio de A a Z

06.05.20, Alice Alfazema
Sentei-me debaixo do jacarandá, e pressionei as minhas costas contra o tronco até sentir os seus nódulos, olhei para cima e vi uma copa violeta de flores, num aglomerado alegre que contrastava com o azul do céu e as pequenas nuvens brancas que eram empurradas pelo vento. Aspirei o perfume, para que pusesse em mim aquela vibração. A casa estava pintada de branco, e as janelas abertas, o João e a Joana discutiam como de costume, nos canteiros estavam cravos vermelhos que dançavam com (...)

Diário dos meus pensamentos (47)

05.05.20, Alice Alfazema
Ilustração  Dani Torrent   Cada pessoa tem o seu mapa imaginário, os nossos pensamentos são formas de comunicarmos, e através deles passamos sensações aos outros, pode ser um olhar, um sorriso, o tom da nossa voz,  as nossas atitudes corporais. Os nossos pensamentos afectam os nossos músculos, se pensarmos em algo bom podemos nos descontrair, se pensarmos em algo mau é possível que tenhamos tensão e irritabilidade. Se pensarmos constantemente no mesmo que tamanho terá o (...)

Diário dos meus pensamentos (33)

21.04.20, Alice Alfazema
Ilustração Alireza Darvish   Se cada pessoa escrevesse um livro sobre a vivência desta época da quarentena, haveria muitos que seriam acusados de plágio, ora porque tinham pensamentos e sentimentos iguais, ora porque escreveram com as mesmas palavras, será que há palavras suficientes para descrever estes momentos vividos em casa sem que haja repetições? E os professores dirão: descreve isso por palavras tuas. E se as dele forem também as dos outros? Não são válidas? Não, (...)