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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Riscas

15.09.19, Alice Alfazema
Fotografia Andy Howe     Para quem começa amanhã uma nova etapa: desejo-vos um tempo de riscas, claras e escuras, sim, porque nem sempre vai ser bom, mas tal como as riscas, a vida é feita disto e daquilo e muitas vezes o aquilo é melhor que isto, mas tem dias que o isto é melhor que aquilo, por isso é aproveitar ao máximo e fazer disso um postal cheio de experiências e aprendizagens que mesmo desiguais se juntem e vos levem para um futuro bom e aconchegante, sim porque as (...)

O grande problema do ano lectivo anterior e o deste novo ano

30.08.19, Alice Alfazema
Os livros do ano anterior foram entregues a estrear e muitos foram devolvidos em condições lastimosas. Ninguém sabia que não se podia escrever nos livros, nem sublinhar, nem rasgar capas,  parece que ninguém avisou que os livros eram emprestados, atenção: que emprestado não é dado. Pergunta simples: quando vão a uma biblioteca, alguém vos diz que não devem sublinhar ou escrever no livro que têm de devolver? E se escreverem e sublinharem esperam que alguém o vá apagar por (...)

Conversas da escola - Abertura da época 2019/2020

27.08.19, Alice Alfazema
Olá! Sei que já estão com saudades destes pequenos textos. Sendo assim, vamos lá começar! Bem-vindos à época 2019/2020!   Por estes dias ocorrem à escola muitos miúdos que vão frequentar o 5º ano. Uns são tímidos, outros desinibidos e curiosos por explorar este novo espaço gigantesco. Nem sempre meto conversa, mas na maior parte das vezes não resisto. Estamos em Agosto, ainda há muito calor, as pessoas andam à vontade e com roupas leves e chinelos no pé. Nestes (...)

Conversas da escola - A senhora

08.08.19, Alice Alfazema
A senhora veio à escola para colocar o processo do seu menino em dia e deixou o menino lá numa mesa entretido com o telemóvel dela. Veio até mim e disse-me, com uma voz nasalada e calma, que o menino quando está sozinho ninguém dá por ele e que às vezes até o tem de procurar pela casa. O menino continuava a brincar com o telemóvel, estava entretido, sossegado. Um encanto. Depois a senhora desliza suavemente, os seus passos são pequenos, e bandoleando-se dirige-se na (...)

#diariodagratidao 17-06-2019

17.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Quint Buchholz   Hoje o meu dia de trabalho foi de borracha na mão, a apagar escritos e sublinhados nos livros escolares. Quando cheguei a casa comi uma enorme bola de gelado para superar o trauma. Mas desconfio que sou capaz de vir a sonhar com isto, que a borracha me persegue e eu não sou capaz de fugir dela. Ó meu Deus, que mal fiz eu na outra encarnação? Ainda bem que existem gelados!