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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Para além dos livros azuis para menino e dos livros rosa para menina

26.08.17, Alice Alfazema
  Ilustração  Prudence Flint   Quando um homem me diz Que eu sou bonita Eu não acredito. Ao invés disso, eu revivo os meus dias no colégio Onde não importava o quão boa eu fosse Eu sempre era a menina de bigode   Ele não sabe o que é Crescer com a sua família materna Quando o seu corpo é o único Que com orgulho mostra o [cromossomo] X do seu pai Enquanto o X da sua mãe fica de lado e sente pena Da sua falta de atitude feminina   Ele não conhece a adolescente Que encheu (...)

Março mês da Mulher: Mulheres pequeninas

09.03.14, Alice Alfazema
Nujood tinha dez anos quando se casou com um homem de trinta, serviu como mercadoria, foi comprada por uma ninharia. Esta história já tem alguns anos, existe um livro que narra como tudo aconteceu, o texto abaixo traduz um pouco da vida desta menina nessa altura.Uma mulher esperava por nós na soleira de uma das casas de pedra de Khardji. De imediato, senti que não gostava de mim. A minha nova sogra era velha, com a pele tão enrugada como a de um lagarto. Com um gesto, disse-me que (...)

Março mês da Mulher: Mulheres ciganas

07.03.14, Alice Alfazema
 Fotografia do blogue Rostos Transmontanos     A Presidente da Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas em Portugal (AMUCIP), Olga Mariano, afirma que há tradições “muito bonitas”, mas não duvida que há outras que os ciganos podem “deixar pelo caminho”, como impedirem as meninas ciganas de estudarem, lembrando que a maior parte das mulheres se fica pelo quarto ano de (...)