Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Pele negra

30.03.19, Alice Alfazema
Você pode me riscar da História com mentiras lançadas ao ar. Pode me jogar contra o chão de terra, mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar. Minha presença o incomoda? Por que meu brilho o intimida? Porque eu caminho como quem possui riquezas dignas do grego Midas. Como a lua e como o sol no céu, com a certeza da onda no mar, como a esperança emergindo na desgraça, assim eu vou me levantar.         Você não queria me ver quebrada? Cabeça curvada e olhos para o chão? Om (...)

Horizonte

20.06.18, Alice Alfazema
  Ilustração Evgenia Gapchinska       O sonho é ver as formas invisíveis Da distância imprecisa, e, com sensíveis Movimentos da esperança e da vontade, Buscar na linha fria do horizonte A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte — Os beijos merecidos da Verdade.          Fernando Pessoa  

Março dia 30 - Mulheres yazidi

30.03.17, Alice Alfazema
Nadia Murad e Lamiya Aji Bashar, laureadas com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2016      Duas mulheres yazidi que fugiram ao Estado Islâmico depois de terem sido forçadas a ser escravas sexuais dos extremistas foram distinguidas com o prémio Sakharov, o principal prémio europeu para os direitos humanos. O prémio Sakharov é atribuído todos os anos, desde 1988, pelo Parlamento Europeu, e é entregue “a indivíduos que deram um contributo excecional para a (...)

Uma pergunta por dia: Quantas mulheres no mundo são carne para fabricar mais carne?

29.08.14, Alice Alfazema
  Uma cena de um quotidiano qualquer, aceite e divulgado como preceito religioso, como poder patriarcal. Se fossem petróleo a coisa piava de outra forma, mas sendo apenas mulheres é tudo aceite na paz dos anjos, pois até nisto não há anjas, é Deus, o Filho e o Espírito Santo, nada de mulheres à mistura, essas ficaram a cozinhar, devem de estar a fazer uns crepes para os três.       Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.     Alice (...)

Março mês da Mulher: Mulheres-mula

11.03.14, Alice Alfazema
  Fardos enormes estão por toda parte, todos embrulhados em papelão e pano presos com fita adesiva e corda. E sob os imensos fardos, escondidas e encurvadas pelo tamanho de suas cargas, estão as mulheres marroquinas, as "mulheres-mula" de Melilla, conhecidas localmente como porteadoras.   Esse comércio ocorre todos os dias no Barrio Chino, na fronteira entre Melilla e o Marrocos, por onde só passam pedestres.    Algumas delas fazem três ou quatro viagens por dia através da (...)