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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

25 de Abril Sempre

10
Set21

 

 

"Nunca seria demais recordar que a solidariedade não é facultativa, mas um dever que resulta do artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade".

 

Jorge Sampaio

1939-2021

 

 

Nosso pai, nosso pai
Baba yetu, yetu uliye

Nosso céu, nosso amém
Mbinguni yetu, yetu, amina

Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
Nosso pai, nosso pai
Baba yetu, yetu uliye

Nosso céu, nosso amém
Mbinguni yetu, yetu, amina

Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
dê-nos hoje a nossa comida
Utupe leo chakula chetu

O que precisamos é de perdão
Tunachohitaji utusamehe

Erro nosso ei
Makosa yetu, hey

Como nós os perdoamos
Kama nasi tunavyowasamehe

Aqueles que nos fizeram mal, não nos condenem
Waliotukosea, usitutie

Na tentação, no entanto
Katika majaribu, lakini

Salve-nos, e que, para todo o sempre
Utuokoe, na yule, milele na milele

Nosso pai, nosso pai
Baba yetu, yetu uliye

Nosso céu, nosso amém
Mbinguni yetu, yetu, amina

Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
Nosso pai, nosso pai
Baba yetu, yetu uliye

Nosso céu, nosso amém
Mbinguni yetu, yetu, amina

Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
Deixe o seu reino vir
Ufalme wako ufike utakalo

Que seja feito na terra como no céu, amém
Lifanyike duniani kama mbinguni, amina
 
Nosso pai, nosso pai
Baba yetu, yetu uliye

Nosso céu, nosso amém
Mbinguni yetu, yetu, amina

Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
Nosso pai, nosso pai
Baba yetu, yetu uliye

Nosso céu, nosso amém
Mbinguni yetu, yetu, amina

Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
dê-nos hoje a nossa comida
Utupe leo chakula chetu

O que precisamos é de perdão
Tunachohitaji utusamehe

Erro nosso ei
Makosa yetu, hey

Como nós os perdoamos
Kama nasi tunavyowasamehe

Aqueles que nos fizeram mal, não nos condenem
Waliotukosea, usitutie

Na tentação, no entanto
Katika majaribu, lakini

Salve-nos dessa tragédia para sempre
Utuokoe na yule msiba milele
 
Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe
 
Pai nosso, nosso, quem
Baba yetu, yetu, uliye

Glória ao seu nome
Jina lako litukuzwe

 

Refugiados

Shamsia Hassani

24
Ago21

camaleão.jpg

As I remember I hid my identity to avoid any mistreatment by others for my identity and nationality. To avoid harm or at least reduce the amount of it.
When we were immigrants in Iran, we dressed like Iranians and spoke in their accent. We were very happy that no one understood that we were Afghans, but we had a strange feeling in our hearts, even though we had not sinned, we were still scared. Whenever we found ourselves in the same colors as the crowd around us, we felt safe, just like Chameleons who feel safe by changing their color to the color of their environment (surroundings).
Later when we returned to Afghanistan, we were happy that the war was over and we could enjoy living in our own country without any fear of our identity. But after a while, war started again and people rushed to other countries. Once again, each of us took the color of different environments to make a good life for ourselves.
 
Texto e ilustração Shamsia Hassani

 

Carta de Natal

11
Dez20

 

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Ilustração Alice Wellinger

 

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

 
 
Poema de José Carlos Ary dos Santos
 
 
 
Para ouvir:
 

 

 

Dia Mundial da Terra 2020

Direito a um ambiente natural saudável

22
Abr20

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O novo retrato tridimensional da NASA do metano , o segundo maior contribuinte do mundo para o aquecimento de estufas, mostra que ele surge de uma diversidade de fontes no solo e como ele se move pela atmosfera. Combinando vários conjuntos de dados de inventários de emissões, incluindo combustível fóssil, agricultura, queima de biomassa e biocombustíveis e simulações de fontes de áreas úmidas em um modelo de computador de alta resolução, os pesquisadores agora têm uma ferramenta adicional para entender esse gás complexo e seu papel no ciclo de carbono da Terra , composição atmosférica e sistema climático.

Crédito de imagem: NASA / Scientific Visualization Studio

 

 

 

As 86 organizações que trabalham pela conservação das aves em todo o mundo, unidas na federação Birdlife International, pedem hoje à ONU para incluir na Declaração dos Direitos Humanos o direito a um ambiente natural saudável.

 

Para marcar o Dia Mundial da Terra, que hoje se celebra, a Birdlife apela às Nações Unidas para alterar a Declaração Universal dos Direitos Humanos pela primeira vez nos últimos 70 anos, a fim de incluir um novo direito humano: o direito a um ambiente natural saudável.

“Nos 70 anos desde que a Declaração Universal dos Direitos Humans foi criada, a nossa sociedade semeou o caos no mundo natural”, alerta a Birdlife International. “Desde o ar que respiramos, à água que bebemos, à terra na qual plantamos muitos dos nossos alimentos, o nosso ambiente influencia a nossa saúde de inúmeras formas.”

Este federação, da qual faz parte a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (Spea), enviou uma carta à ONU para que, no âmbito da sua resposta à pandemia de coronavírus, adicione um “Artigo 31” à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O novo artigo deverá consagrar o direito universal a um ambiente natural saudável, “garantido por políticas públicas, governado pela sustentabilidade, pelo conhecimento científico e sabedoria tradicional dos povos indígenas”.

A carta apela a que o direito a um ambiente natural saudável, no novo artigo 31, seja incluído na Agenda da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Biodiversidade em Setembro de 2020, com o objectivo de ser aprovado em Dezembro de 2023, para marcar o 75º aniversário da adopção da Declaração Universal pela Assembleia Geral da ONU.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, surgiu na sequência da 2ª Guerra Mundial, e estipulou pela primeira vez os direitos humanos fundamentais que têm de ser protegidos globalmente. Os seus 30 artigos abrangem temas como a tortura, a escravatura e a educação. “Mas, curiosamente, não contêm nada sobre a proteção do ambiente, do qual toda a vida depende”, escreve a Spea, em comunicado enviado hoje à Wilder.

“A Covid-19 é a maior crise global desde a 2ª Guerra Mundial”, salientou Patricia Zurita, directora da BirdLife International. “Mas embora a pandemia seja devastadora, também cria uma oportunidade, aliás uma obrigação, de transformar a sociedade em algo que sirva para proteger o nosso bem-estar e as gerações futuras”, acrescentou.

“A saúde do nosso planeta é a nossa saúde. Nós humanos dependemos da natureza para a nossa sobrevivência e sanidade, mas as nossas ações perturbaram o equilíbrio natural da Terra.”

 

Duas crises

A Birdlife International alerta que “estamos a viver as duas crises: climática e de biodiversidade, que deixaram mais de um milhão de espécies em risco de extinção e têm também um impacto negativo na qualidade de vida e na saúde humana”.

De acordo com esta organização, “a pandemia actual tem raízes na perda de habitat e no comércio ilegal de animais”.

“E tal como as crises climática e de biodiversidade, a Covid-19 coloca em evidência, mais uma vez, a necessidade de a humanidade ser ambiciosa, decidida e de trabalhar em conjunto numa resposta urgente.”

Para Domingos Leitão, diretor-executivo da Spea, “não existe melhor forma de comemorar o Dia da Terra, do que consagrar um ambiente natural saudável como direito humano fundamental”.

Segundo o responsável, “num país como Portugal, rico em biodiversidade e sistemas naturais únicos, em terra e no mar, será uma garantia de que os nossos filhos e netos continuam a usufruir dos benefícios proporcionados pela natureza”.

Paralelamente, foi também lançada uma petição que visa recolher o maior número de assinaturas com o intuito de dar força a este apelo à ONU.

 

 

 

Texto retirado de 

 

Ver mais aqui.

 

 

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