Azul
12.09.19, Alice Alfazema
Ilustração Budi Satria Kwan O céu, azul de luz quieta, As ondas brandas a quebrar, Na praia lúcida e completa — Pontos de dedos a brincar. No piano anónimo da praia Tocam nenhuma melodia De cujo ritmo por fim saia Todo o sentido deste dia. Que bom, se isto satisfizesse! Que certo, se eu pudesse crer Que esse mar e essas ondas e esse Céu têm vida e têm ser. Poema Fernando Pessoa


