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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Um final de dia

27.03.19, Alice Alfazema
  Hoje no final do meu dia de trabalho pus-me a ver a Primavera debaixo desta árvore, à minha direita o Sol já ia baixo, numa corrida para apanhar a serra. Fico sempre maravilhada com a Mãe Natureza, para mim a única religião. Tirei o telemóvel e fotografei a árvore, enquanto o fazia uma colega passou de carro e buzinou-me. A malta gosta de se meter comigo.      As árvores crescem sós. E a sós florescem.   Começam por ser nada. Pouco a pouco se levantam do chão, se (...)

O princípio da atracção

04.09.10, Alice Alfazema
  "Noites quentes e serenas do estio alentejano, o cheiro da atmosfera seca, a ilusão do silêncio pejado de ruídos da terra e cantos de grilos e cigarras, o céu estrelado pairando como um manto negro repleto de pontos cintilantes ou silhuetas prateadas das árvores nas noites de luar, o doce envolvimemto de um bafo cálido que convida à vigília sem pretexto...Não há nada que se (...)

Rio de águas claras

19.08.10, Alice Alfazema
" Conta uma lenda que existia um grupo de criaturas que viviam no fundo de um rio de águas claras. Alimentavam-se de algas e plantas. Com medo de, um dia, não terem que comer, começaram , com o tempo, a agarrar-se, com toda a força, às pedras onde ainda havia algum alimento. Agarrar-se era o seu meio de vida, e todas aprendiam a agir assim desde que nasciam. Enquanto isso, o rio passava, sereno, sobre todas elas. Um dia, no entanto, uma das criaturas decidiu deixar de se agarrar às (...)