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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 28-06-2019

28.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Isabelle Bryer   Gosto quando alguém partilha comigo a sua felicidade, é para mim um grande sinal de confiança, de amizade, de companheirismo e de amor. Partilhar as maleitas é fácil, são queixas, é despejar o lixo que há em nós. Partilhar alegria é outro estado de alma, que apenas pertence aos seres superiores e aos audazes.   

#diariodagratidao 25-06-2019

25.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração Elisa Chavarri     Quantas vezes o futuro nos parece tão distante? E no fim ele chega e parte todos os dias sem darmos por ele, vem de mansinho, fazer-nos cócegas no pescoço. Às vezes o futuro é um osso duro de roer, demora a passar, às vezes é veloz, como uma gazela que foge ao leão. Umas vezes o futuro é um sonho, outras é realidade. Pode ser surpresa, pode ser luz, amor ou felicidade. Pode ser aquilo que quisermos e o que não quisermos, mas importa (...)

#diariodagratidao 23-06-2019

23.06.19, Alice Alfazema
  Un vento leggero pulisce il cielo, guarda, ha smesso di piovere. Odore di terra bagnata, di salmastro, di fiori. E semplicemente camminare. Camminare fino al blu: la sintesi di un giorno perfetto.     Pintura Tiziana Rinaldi, ver a sua obra aqui.

#diariodagratidao 17-06-2019

17.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Quint Buchholz   Hoje o meu dia de trabalho foi de borracha na mão, a apagar escritos e sublinhados nos livros escolares. Quando cheguei a casa comi uma enorme bola de gelado para superar o trauma. Mas desconfio que sou capaz de vir a sonhar com isto, que a borracha me persegue e eu não sou capaz de fugir dela. Ó meu Deus, que mal fiz eu na outra encarnação? Ainda bem que existem gelados!  

#diariodagratidao 16-06-2019

16.06.19, Alice Alfazema
  Cansamo-nos de tudo, excepto de compreender. O sentido da frase é por vezes difícil de atingir. Cansamo-nos de pensar para chegar a uma conclusão, porque quanto mais se pensa, mais se analise, mais se distingue, menos se chega a uma conclusão. Caímos então naquele estado de inércia em que o mais que queremos é compreender bem o que é exposto — uma atitude estética, pois que queremos compreender sem nos interessar, sem que nos importe que o compreendido seja ou não (...)