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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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20.09.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Fernando Cobelo         Ter opiniões definidas e certas, instintos, paixões e carácter fixo e conhecido — tudo isto monta ao horror de tornar a nossa alma um facto, de a materializar e tornar exterior. Viver é um doce e fluido estado de desconhecimento das coisas e de si próprio (e o único modo de vida que a um sábio convém e aquece).   Saber interpor-se constantemente entre si próprio e as coisas é o mais alto grau de sabedoria e prudência.   A nossa (...)

"A luz é a sombra de Deus!"

20.12.17, Alice Alfazema
    Faz-se luz pelo processo  de eliminação de sombras  Ora as sombras existem  as sombras têm exaustiva vida própria  não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela  intensamente amantes loucamente amadas  e espalham pelo chão braços de luz cinzenta  que se introduzem pelo bico nos olhos do homem      Por outro lado a sombra dita a luz  não ilumina  realmente os objectos  os objectos vivem às escuras  numa perpétua aurora surrealista  com a qual não (...)