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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Momentos retorcidos

12.06.14, Alice Alfazema
  Se eu tivesse um tronco certamente que seria assim, retorcido. À medida que o tempo passa mais me retorço e cresço retorcidamente mais e mais. Numa busca incessante, como tantos outros que tenho lido ultimamente. Os troncos desta árvore crescem na horizontal, talvez pelo retrocedimento do tronco. Coisas da vida. Da vida de uma árvore que teima em crescer, mesmo (...)

Resort

14.05.13, Alice Alfazema
  Os remendos dos pobres não se vêm, já passámos esse tempo. Li por aí, e há quem pense que os pobres são apenas  aqueles que não sabem falar, que não têm como se vestir, mendigam ou vivem de subsídios. Quem vive do salário mínimo em Portugal sabe o que é ser pobre e depender dos outros. A grande maioria são mulheres que trabalham em empregos duros. É natural que a miséria ganha não dê para espairecer. Pode haver quem diga que é melhor ter esse dinheiro que dinheiro (...)

Março

01.03.13, Alice Alfazema
Lá bem no alto do décimo segundo andar do AnoVive uma louca chamada EsperançaE ela pensa que quando todas as sirenasTodas as buzinasTodos os reco-recos tocaremAtira-seE— ó delicioso vôo!Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,Outra vez criança...E em torno dela indagará o povo:— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?E ela lhes dirá(É (...)