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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Bellissimo!

24.11.20, Alice Alfazema
Hoje na hora do almoço fui beber um café, pedi um bolo miniatura para dar pompa à circunstância. Quando recebi o pedido fiquei tão contente com o efeito que pensei automaticamente, tenho de tirar uma fotografia para lhes mostrar. E quem são os lhes? São vocês que passam por aqui todos os dias, que me deixam comentários, que me acompanharam durante este mês de Novembro, que foi para mim um mês duro e de clausura forçada.  Mês em que fiz parte dos números da listagem diária (...)

Vidas paralelas

22.11.20, Alice Alfazema
Ilustração João Fazenda   Coloquei o bolo no forno, mas antes fiz a massa a preceito, batendo as claras até ficarem leves, depois envolvi-as no resto da massa tendo o cuidado de não bater em demasia o preparado. Tinha muita fé nisso, que o bolo ia subir e ficar fofinho. Uma delícia. Coloquei o bolo no forno, e passados cinco minutos espreitei, abri a porta do forno muitas vezes, na esperança de acompanhar melhor o seu (...)

Debaixo das telhas

20.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Tran Nguyen     Quando a moça da cidade chegou veio morar na fazenda, na casa velha... Tão velha! Quem fez aquela casa foi o bisavô... Deram-lhe para dormir a camarinha, uma alcova sem luzes, tão escura! mergulhada na tristura de sua treva e de sua única portinha... A moça não disse nada, mas mandou buscar na cidade uma telha de vidro... Queria que ficasse iluminada sua camarinha sem claridade... Agora, o quarto onde ela mora é o quarto mais alegre da fazenda, t (...)

A arte de saber sonhar

Não é para toda a gente

15.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Ana Ayala   Nunca tive grande capacidade para sonhar. Aquela coisa de visualizar aquilo que quero e transformá-lo em realidade comigo não funciona. Disperso-me facilmente e sou levada para pensamentos diversos, depois fico baralhada e já não sei o que quero realmente. Imagino então a ver-me em coisas sérias e importantes, mas depois dou mais importância àquilo que poderia acontecer se fosse antes assim ou assado. Desisti, e deixo então tudo ao capricho do Universo. (...)

A pandemia das ideias e dos outros

COVID-19

09.11.20, Alice Alfazema
  As medidas quando são tomadas de modo contraditório, denotam a desorientação das ideias, levando à desorganização dos sistemas. Podemos ir ao supermercado, mas não podemos andar na rua, podemos ir trabalhar em transportes cheios, mas não podemos ir ao restaurante durante o fim-de-semana. As escolas estão cheias, mas não são focos de vírus. Ando bêbada e não sei qual a bebida que ando a tomar.      Não morremos do mal, vamos morrer da cura. Podes estar com a tua (...)