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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Entre a ponte e o céu

20.04.19, Alice Alfazema
  Eu estava na ponte e dei um salto até à outra margem, vi homens e mulheres vagueando apressadamente pelas ruas da cidade. Todos os dias era  a mesma coisa, passavam a ponte de um lado para o outro, num lado descansavam, no outro andavam apressados em rebanhos de gente que tem de cumprir horário.    À noite a ponte iluminava-se e dava as boas-vindas aos astros e aos morcegos, corujas também lá apareciam. Um dia uma estrela ficou presa num pilar da ponte, julgava que aquelas (...)

O homem do talho

13.01.19, Alice Alfazema
Enquanto espero pela minha vez entretenho-me a observar o homem do talho. É baixo, moreno, tem umas sobrancelhas grossas e escuras e umas mãos grandes e tortas. Desde  à algum tempo que olho para as mãos do homem do talho, tem uma luva de malha de aço, quase um cavaleiro da época Medieval, trás a faca na mão, qual espada em riste, e desfere golpes rápidos e certeiros nos ossos do entrecosto.   É possível que lhe doam as mãos, os seus dedos estão deformados. As mãos (...)

Micro contos - Influencer

19.08.18, Alice Alfazema
    Ilustração Lisa Aisato     Na rua da minha avó morava uma senhora que gostava de espreitar quem passava, estava sempre a par das novidades e tinha opiniões fundamentadas sobre diversos assuntos: era a influencer lá do sítio.       Alice Alfazema

Ginjas o pirata

15.07.17, Alice Alfazema
  Vivia na China um sacerdote rico e avarento. Amava jóias e as coleccionava, acrescentando constantemente novas peças ao seu maravilhoso tesouro escondido, que guardava a sete chaves, oculto de olhos que não fossem os seus. O sacerdote tinha um amigo, que um dia o visitou e manifestou interesse em ver as jóias. - Seria um prazer tirá-las do esconderijo, e assim eu poderia olhá-las também. A colecção foi trazida, e os dois deleitaram os olhos com o tesouro maravilhoso por longo (...)