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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Labirinto ao ouvido

03.02.20, Alice Alfazema
    Um pai antes de morrer disse ao seu filho: – Este é um relógio que o teu avô me deu. Tem mais de 200 anos. Mas antes de te o entregar,  peço-te que vás ao relojoeiro do centro e diz-lhe que queres vende-lo, para veres quanto ele vale. O filho foi. Depois voltou e disse ao pai: – O dono da relojoaria paga-me 5 euros porque diz que ele é velho.     O pai disse-lhe: – Vai ao café e pergunta ao dono quanto é que te dá por ele. O filho foi. Depois voltou, e disse: – (...)

No reino das folhas caídas

04.11.19, Alice Alfazema
  Ilustração Alida Massari   No reino das folhas caídas, as árvores ficam despidas, o vento sopra com mais força, a chuva cai com intensidade, cogumelos emergem do solo, os corvos piam devagar, as rolas reclamam do tempo. No reino das folhas caídas, os castanhos são vassalos, os musgos condes, as formigas continuam a amealhar comida, nesse reino de nostalgia as árvores aproveitam para enraizar. Porque não fazes o mesmo?

Micro contos - A procura

21.07.19, Alice Alfazema
  Ilustração Marly Gallardo   Que procuras tu quando te escondes na praia? Debaixo de um chapéu de sol, enquanto enterras os teus pés para sentires a areia fresca que está por baixo da escaldante. Levas contigo os teus pensamentos para todo o lado, mesmo que te vistas de modo diferente e a paisagem seja outra daquela que estás habituada. Mudas-te de cor de cabelo, e fizeste umas unhas coloridas, mas nada mudou. O que (...)