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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O rio é um tesouro

09.09.20, Alice Alfazema
  A menina chegou perto do Rio e viu que ele parecia um tesouro. A luz do Sol fazia brilhar a água tal como brilham as pedras preciosas. E disse em voz alta: - O Rio parece um tesouro! E a gaivota que por ali andava ouviu-a e disse numa voz estridente de gaivota dos mares: - É verdade, o Rio é um tesouro escondido à vista de toda a gente! A menina assustou-se com aquela voz, e levou algum tempo a perceber quem tinha falado. Depois ficou admirada, porque as gaivotas não falam, mas a (...)

Labirinto ao ouvido

03.02.20, Alice Alfazema
    Um pai antes de morrer disse ao seu filho: – Este é um relógio que o teu avô me deu. Tem mais de 200 anos. Mas antes de te o entregar,  peço-te que vás ao relojoeiro do centro e diz-lhe que queres vende-lo, para veres quanto ele vale. O filho foi. Depois voltou e disse ao pai: – O dono da relojoaria paga-me 5 euros porque diz que ele é velho.     O pai disse-lhe: – Vai ao café e pergunta ao dono quanto é que te dá por ele. O filho foi. Depois voltou, e disse: – (...)

No reino das folhas caídas

04.11.19, Alice Alfazema
  Ilustração Alida Massari   No reino das folhas caídas, as árvores ficam despidas, o vento sopra com mais força, a chuva cai com intensidade, cogumelos emergem do solo, os corvos piam devagar, as rolas reclamam do tempo. No reino das folhas caídas, os castanhos são vassalos, os musgos condes, as formigas continuam a amealhar comida, nesse reino de nostalgia as árvores aproveitam para enraizar. Porque não fazes o mesmo?