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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Comida nas escolas

18
Out17

As notícias são assim como as modas. Vão e vêm. Faz-se uma pesquisa sobre aquilo que tem mais procura, fala-se durante uns tempos, depois arranjam-se outros assuntos, fala-se mais um bocadinho, até ter clientes, e novamente procura-se outro tema e volta-se ao início do círculo.

 

Agora parece que um dos temas do momento são as refeições escolares. Um pouco por todo o lado vê-se fotografias dos menus dos refeitórios escolares. Pois bem, eu aqui neste blog já falei deste tema em 2011... 2012, depois fartei-me e deixei-me disso, porque ninguém parecia apreciar este magnífico tema. E digo mais, eu e outro pai fomos os únicos que apresentámos queixa sobre a comida que era distribuída no refeitório da escola aos nossos filhos, disseram-nos então que mais ninguém se queixava. Portanto, se quiserem mudar este panorama façam reclamação na escola onde é servida a comida, não basta colocar fotografias nas redes sociais, há que colocar no papel aquilo que não consideram bem. Chama-se a isso exercer um direito/dever de cidadania, é assim que se faz em democracia. E a mudança acontece, garanto-vos.

 

Deixo-vos assim alguns pedacinhos desses tempos longínquos. Podem clicar nos textos e verem o ano em que foram escritos, são autênticos fosseis. Lá pelo meio há também um artigo sobre gomas e coisas com açúcar, outro tema pouco interessante, a não ser que daí advenha alguma doença.

 

- O que foi o almoço hoje?

- Massa com peixe.

- E onde está o peixe?

- Fugiu...

 

 

No refeitório:

- As almôndegas parecem berlindes, bem é mais mocas...

 

 

 

- A quantidade de comida que vem no prato não chega para me encher a barriga!

 

 

 

- Eu até gosto da comida do refeitório da escola, mas fico sempre com fome.

 

 

- Quanto mede o pão do teu almoço?

- Qual?

- Aquele que comes no refeitório da escola.

 

 

Clique no texto para ver o artigo completo, escrito em 2011

 

A nossa alimentação é a base de uma vida saudável, é pois, para mim incompreensível ver todos os dias estes miúdos, cheios de dinheiro, comprarem gomas como se isso fosse imprescindível para a sua sobrevivência; é vê-los todos os dias! a correrem para a loja que vende gomas e a trazerem sacos cheios do bendito e saboroso néctar, pergunto-lhes, se aquilo foi comprado com o dinheiro que era para o lanche ou para o almoço, respondem-me que não, falo-lhes da diabetes, riem-se...pergunto-me se os pais saberão disto? Então pergunto-me, também, se isto não será um problema de saúde pública?

 

 

- O que almoças-te hoje?

- Ovos mexidos com salsicha e arroz branco, à segunda-feira é sempre ou ovos, ou douradinhos.

 

 

 

- Gostas de almoçar na escola?

- Às vezes...

- Porquê? Não gostas da comida?

- Por vezes o arroz  e as batatas ficam cruas...

- E a ementa?

- Muita massa, pouco peixe, pouca comida...a bolonhesa de atum é horrível...

- Reclamas?

- Não...

- ...

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

Março dia 23 - Mulheres que tecem a seda do mar

23
Mar17

A seda é feita dos casulos construidos por bichos de seda - mas há uma outra, rara, é conhecida como a seda do mar ou o bisso, que vem de um molusco, Chiara Vigo, na ilha de Sant'Antioco, na Sardenha, colhe a saliva desta variedade rara de mexilhão, Pinna nobilis, que é o maior molusco bivalve nativo do mar Mediterrâneo.

 

 

 

A pulseira é feita de um fio antigo, o bisso que é mencionado na pedra Rosetta e dizem ter sido encontrado nos túmulos dos faraós.

 

Alguns acreditam que foi o pano que Deus disse a Moisés para colocar no primeiro altar. Foi o tecido mais fino conhecido no antigo Egipto, Grécia e Roma, uma de suas propriedades ​​é a forma como brilha quando exposto ao sol. É extraordinariamente leve. A matéria-prima vem das águas brilhantes que cercam a ilha. Onde todas as primaveras, Chiara Vigo mergulha para cortar a saliva solidificada deste grande molusco. 

 

 

Esta mulher não vende os seus trabalhos, pois diz: Seria como comercializar o voo de uma águia, o bisso é a alma do mar, é sagrado.

 

 

Ela dá o tecido para as pessoas, com a intenção de as ajudar. Pode ser um casal que decidiu casar, uma mulher que quer uma criança, ou uma que tenha recentemente engravidado. Acredita-se que o bisso traga boa fortuna e fertilidade

 

O pai de Chiara morreu quando ela tinha oito anos e a sua mãe era uma obstetra que trabalhava fora de casa, assim ela foi criada pela avó - e foi a avó que lhe ensinou a arte de trabalhar e bordar com bisso. A avó, por sua vez, aprendeu com sua própria mãe, e assim por diante, de volta através das gerações.

 

 

 

Tecer a seda do mar é o que minha família vem fazendo há séculos, diz Chiara. O fio mais importante, para a minha família, era o fio de sua história, sua tradição. Eles nunca fizeram um centavo a partir dela.

 

 

 

Ver mais aqui.

 

 

 

Alice Alfazema