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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola - 3º dia de aulas

20.09.19, Alice Alfazema
No princípio da manhã: - Pode-me dar um chazinho, porque me doí a barriga. - Sim. - Obrigada. - Toma lá, se quiseres mais vem cá outra vez.   A meio da manhã: - Quero mais um chá.   Antes do meio-dia: - Quero outro chá.   Depois do meio-dia: - É mais um chá.

Conversas da escola - Não sei

22.05.19, Alice Alfazema
- Quero um chá, estou muito mal disposto. - Toma lá, pões o açúcar, mexes bem e vais bebendo aos poucos, vais ver que ficas melhor. O miúdo leva a chávena e senta-se numa das mesas, no entanto diz a uma da minhas colegas. - Fiquei sem perceber se ponho o açúcar debaixo da língua, mexo o chá e bebo, ou se ponho o açúcar no chá, mexo e bebo.

#diariodagratidao 28-01-2019

28.01.19, Alice Alfazema
  Ilustração Mark Conlan   Quando bebo chá penso sempre nas plantas que fazem parte da infusão. Recolho as folhas e deito-lhes água fervente. Vejo-as então a incharem e a voltarem por último à sua originalidade, deixando na água a sua essência. Bebo-a. É dia de agradecer a tranquilidade de beber um chá.  

Conversas da escola - Aiiiiiiiiiiiiiiiii...pão com manteiga

06.07.17, Alice Alfazema
Um miúdo de doze anos aproxima-se do balcão do bar e suspira profundamente. - Aiiiiiiii...aiiiiiii...aiiiiiii... - Então o que se passa? - Estou a precisar de um chá...aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... - Estás doente? - Sim dói-me um pouco a barriga...aiiii... - Males de amor? - Sim...aiiii...estou apaixonado, porque é que me fui apaixonar?... - Mas isso é bom... - Era bom se ela gostasse de mim, mas tenho outro problema...aiiiiiiii... - Qual é o problema? - Aiiiiiiiiiiiiiiii...é o beijo... (...)

Março dia 14 - Mulheres que cortam as folhas do chá

14.03.17, Alice Alfazema
  As mulheres cortam as folhas para colocá-las nos cestos. Todos os dias, precisam juntar uma cota de, pelo menos, 24 quilos. Magras e sorridentes, suas mãos são as primeiras a dar vida a esse chá saboreado por milhões de pessoas todos os dias em Londres ou em Nova York.     Recebem 12 centavos de dólar por quilo ou 17, se conseguem mais de 25 quilos. Se não cumprirem uma cota diária, não são pagas. E essa história, que acontece todos os dias nas fazendas ou “jardins” (...)