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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Micro contos - A reforma

17.10.18, Alice Alfazema
  Ilustração Armando Veve     Para que queres tu que chegue depressa a reforma? Não sabes que isso te deixa mais perto da morte. Se ela não vier entretanto vive a tua reforma nos dias de folga. 

Por onde me apetecia andar

18.10.15, Alice Alfazema
  Com estas bonitas palavras percorro este caminho.     O que tentam dizer as árvores No seu silêncio lento e nos seus vagos rumores, o sentido que têm no lugar onde estão, a reverência, a ressonância, a transparência, e os acentos claros e sombrios de uma frase aérea. E as sombras e as folhas são a inocência de uma ideia que entre a água e o espaço se tornou uma leve integridade. Sob o mágico sopro da luz são barcos transparentes. Não sei se é o ar se é o sangue (...)

Faz um ano

28.03.11, Alice Alfazema
Hoje, este blog faz um ano, um ano que foi vivido intensamente, onde, houve pontes de alegria, tristeza, encontros e desencontros; um ano que, apesar de tudo, foi positivo, encorajador e gratificante. Obrigado a todos os que por aqui passaram.   Bem hajam, pela vossa visita e comentários.                Pintura de Bruno Braddell         Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que (...)

O mais importante...

06.01.11, Alice Alfazema
   Era uma vez o jovem, que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.  - Cuida do mais importante e cumprirás a missão! - disse o soberano ao se despedir.   Assim, o jovem preparou o seu alforge, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não (...)

Corações

14.12.10, Alice Alfazema
"Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: - Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? - Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. - Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? Questionou novamente o pensador. - Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça! Falou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar: - Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma (...)

Plantei girassóis. Semeei estrelas.

11.11.10, Alice Alfazema
  "Das mãos que me vestiram e acarinharam em criança, guardei os gestos de silêncio e ternura.   Em vibração e alegria adolesci.   Nas margens dos voos e das vertigens amadureci.   Bebi o sol e mar, mergulhei as mãos no azul, provei a água dos frutos, sorvi o orvalho das rosas.   Com estes fios, por dentro, me teci, me cobri e descobri.   Com eles atravessei poentes e alvoradas, sulquei caminhos, subi montanhas.   Plantei girassóis. Semeei estrelas."

Para onde vai a tua vida?

10.09.10, Alice Alfazema
Se te limitas a fazer o que todos os outros fazem, a dizer o que todos dizem, a viver como todos vivem, qual o sentido da tua marcha? A onde te leva o teu caminho?       Quando isto te interrogar, dá o primeiro passo, está na hora de mudar.     Alice A.