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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Gratidão por desconhecidos

18.09.20, Alice Alfazema
Nesta imagem serena mora um homem que vê passar o tempo, e que sabe que só ele leva as mágoas para longe. E sabe  também que o tempo tem a capacidade de unir e separar, de ser cruel e bondoso. Todas as vidas que se cruzaram e separaram enquanto escrevi este paragrafo? Não sei, ninguém sabe, apenas o tempo, esse que passa e não o sentes. Dedicar a nossa vida aos outros é uma tarefa árdua e longa, que exige uma dádiva constante. É maravilhoso vermos  que existem pessoas que (...)

Micro contos - Bondade avulso

31.08.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Maggie Cole     Ela era muito atenta e raramente dividia o seu poder, gostava de ser boazinha. Espalhava atenção por onde passava, dando a sensação de estar em todo o lado. As pessoas prestavam-lhe vassalagem com sorrisos e festinhas, por vezes também utilizavam a língua. Então ela retirava do bolso do seu casaco um pequeno pacote de bondade e dava umas quantas gramas a quem achava que merecia por ter tido o melhor sorriso ou a língua mais comprida.       

Um pássaro azul, uma baleia azul, um mundo azul

30.04.17, Alice Alfazema
Ilustração  KD Neeley     As pessoas têm medo de serem bondosas, dizem-se de mau feitio, de quem não leva desaforo para casa. Ser agressivo é ser pró-activo, é ir para a frente é ser dinâmico a todo custo. As palavras confundem-se, os conceitos banalizam-se. Não és mentiroso, mas antes vês a coisa por outra perspectiva, aquela que te fortalece mais, a que te levará a algum lugar. Amas-te a ti mesmo como se fosses um ser único e divino. Ensinas os teus filhos a serem (...)